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Trabalho

O mês de maio se inicia com a celebração internacional da inserção do ser humano no processo produtivo. Essa inserção desde os primórdios de todo processo civilizatório se deu majoritariamente através de habilidades manuais e/ou via o uso da força física. Ainda que alguns desempenhassem funções de concepção, coordenação e gestão, o fator de produção trabalho é historicamente caracterizado como mão de obra.

Isso se justificava já que desde sempre foi a habilidade humana de manusear ferramentas rudimentares ou sofisticadas para trabalhar a terra, produzir artesanalmente ou maquinofaturar bens ou construir obras – dentre outros – que diferenciou o trabalho da simples força motriz de outros seres viventes. A chamada revolução industrial começou a alterar esse quadro mas a grande ruptura se deu nas últimas décadas do século passado com o advento da chamada era da informação e das comunicações.

Crescentemente o demandado dos humanos mais que a força/destreza física vem sendo a habilidade de usar de forma
criativa informações disponíveis. Isso é facilmente constatável desde o que era requerido de uma empregada doméstica ou de um tratorista; de uma secretária ou de um desenhista no passado e o que hoje se espera de quem trabalha em casa, no campo ou em escritórios.

Diante de equipamentos cada vez mais sofisticados e crescentemente mais baratos, algumas ‘profissões’ desapareceram e deram lugar à prestação de serviços que utilizam intensamente a captação, o tratamento, a transmissão e a recepção de informações. E esse processo aproxima espaços distantes geograficamente e com histórias e culturas bem distintas.

Isso implica em desafios cada vez maiores para quem já se encontra no mercado de trabalho e para aqueles que nele serão incluídos no futuro. Daí, a necessidade de serem valorizados os processos de geração/difusão de conhecimento e aqueles voltados para a aprendizagem.

Sem receitas prontas para o que pessoas, organizações e sociedade como um todo precisam fazer diante de desafios que essas necessidades impõem, é importante ter humildade diante deles e se colocar disponível para experimentos múltiplos e diversos. Por isso, uma forma adequada de celebrar e valorizar o trabalho é desejar que esses experimentos ocorram sob a proteção de quem inspira o nome deste mês, Maria, a deusa da fecundidade.

Arlindo Vilaschi
Professor associado de Economia da Ufes

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Fundada em 1958 e abrangendo 15 municípios do Estado do Espírito Santo conta com 73 paróquias. Desde 2004 D. Luiz Mancilha Vilela é o arcebispo da arquidiocese.

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