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TOLERÂNCIA PARA CHEGAR BEM EM CASA

Quando era mais novo uma campanha de trânsito ficou em minha cabeça. Nela era dito “Perca um minuto de sua vida, mas não perca sua vida em um segundo”. Já nos idos dos anos 80 era pedido aos motoristas mais paciência no trânsito.

Hoje, possivelmente devido aos estresses provocados pelas exigências e imediatismos de nossa vida moderna, parece que estamos cada vez mais apressados e insensíveis às campanhas que nos pedem mais serenidade.

A intolerância dos motoristas e pedestres no trânsito chegou a níveis absurdos que provocam situações surreais. Parece anedota, mas já vi gente buzinando para o sinal fechado. Observe bem, a pessoa em questão não estava tocando a buzina para outro motorista que estava parado no sinal, ele era o primeiro na “fila” e direcionava a raiva dele ao insensível semáforo.

Você já observou no trânsito aqueles motoristas que trocam constantemente de faixa, às vezes arriscando ultrapassagens mas continuam praticamente no mesmo lugar no engarrafamento?

Não adianta se estressar, hoje em dia as cidades têm mais carros do que elas comportam, portanto, a conta é simples, perderemos tempo no trânsito cada vez mais.

Falta aquela empatia de nos colocarmos no lugar do outro. Uma desatenção não pode ser punida com xingamentos, uma ultrapassagem descuidada não é necessariamente uma fechada e muito menos um convite para a briga, e também ninguém está a salvo de um pneu furado ou de uma falha mecânica.

O que pode amenizar o estresse é a conscientização de todos sobre a necessidade de sermos mais tolerantes, sermos menos rigorosos com os outros motoristas e com os pedestres. Não vai causar um estrago em nosso dia se esperarmos alguém passar pela faixa de pedestre, ou aguardarmos o veículo da frente se movimentar, ou respeitar a preferência estabelecida no código brasileiro de trânsito, mas pode causar uma dor de cabeça para toda uma vida cedermos ao estresse, mesmo por um curto momento e provocar um acidente sério.

Em 2007, A Santa Sé emitiu para a boa convivência nas estradas o que a impressa logo apelidou de “Os dez mandamentos do trânsito”.

1. Não matar.
2. A estrada deve ser para ti um meio de conexão entre pessoas e não um local com risco de vida.
3. Cortesia, sinceridade e prudência te ajudarão a lidar com eventos importantes.
4. Seja caridoso e ajude o próximo em necessidade, especialmente vítimas de acidentes.
5. Carros não devem ser para ti uma expressão de poder e dominação, e uma ocasião para pecar.
6. Caridosamente convença os jovens e os não tão jovens a não dirigir quando não estiverem em condições de fazê-lo.
7. Ajude as famílias de vítimas de acidentes.
8. Una motoristas culpados e suas vítimas, no momento oportuno, para que possam passar pela libertadora experiência do perdão.
9. Na estrada, proteger os mais vulneráveis.
10. Sinta-se responsável pelos outros.

No trânsito, pense nas pessoas que lhe querem bem e que esperam que você chegue sem problemas em casa e lembre que cada motorista e cada pedestre que você encontrar no caminho também são amados por alguém.

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Vander Silva
Professor e jornalista

 

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Arquidiocese

Fundada em 1958 e abrangendo 15 municípios do Estado do Espírito Santo conta com 73 paróquias. Desde 2004 D. Luiz Mancilha Vilela é o arcebispo da arquidiocese.

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