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“Série especial sobre os Sacramentos” - Batismo

Ensinamentos

Em latim, a palavra sacramentum significava o depósito de um valor como garantia do cumprimento do contrato ou juramento de fidelidade. No Cristianismo, é usada para definir os sinais visíveis e eficazes das realidades divinas, celebradas na liturgia, por meio dos quais, Deus nos comunica a salvação na Igreja, pela participação no Mistério Pascal de Cristo (ALDAZÁBAL, 2013).

Os sete sacramentos foram instituídos por Cristo e são sinais e instrumentos pelos quais o Espírito Santo derrama a Graça na Igreja. Quando a Igreja os celebra é o próprio Cristo agindo por meio dela.

A Igreja os agrupa em Sacramentos da Iniciação Cristã (Batismo, Confirmação e Eucaristia), de Cura (Penitência e Reconciliação) e do Serviço da Comunhão (Ordem e Matrimônio), atingindo todas as etapas e momentos da vida do cristão, desde o seu nascimento até a morte.

Os Sacramentos da Iniciação Cristã formam uma unidade: pelo Batismo, renascemos e nos tornamos filhos adotivos de Deus; a Confirmação ou Crisma nos fortalece com a unção do Espírito Santo; a Eucaristia nos nutre como alimento da vida eterna.

Batismo: porta da vida cristã

A palavra Batismo vem do grego e significa “mergulhar”, simbolizando o sepultamento na morte de Cristo, da qual com Ele ressuscitamos, como “nova criatura”.

Ele é necessário à salvação, sendo a porta da vida no Espírito e dos demais sacramentos. Só pode ser administrado uma vez, pois imprime caráter irrevogável em nossa alma. Por meio dele, somos libertados do pecado original, gerados como filhos adotivos do Pai, incorporados à Igreja e tornamo-nos participantes de sua missão e do sacerdócio de Cristo, membros de Cristo e templos do Espírito Santo.

O rito essencial do Batismo consiste em mergulhar a pessoa ou em derramar água sobre sua cabeça pronunciando: “nome da pessoa a ser batizada, eu te batizo em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”.

Desde o início, as crianças são batizadas na fé da Igreja, pois trata-se da graça de Deus e não de merecimentos humanos. Quanto às crianças que morrem sem serem batizadas, a Igreja recomenda a confiança na misericórdia divina e a oração pela salvação delas.

O Bispo, os Presbíteros (Padres) e os Diáconos são os ministros ordinários do Batismo. O Bispo pode instituir leigos como ministros extraordinários do Batismo. Mas, em caso de necessidade – por exemplo, uma criança pequena não batizada em risco de morte – qualquer pessoa pode batizar, desde que tenha a intenção da Igreja ao realizar o rito essencial.

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Arquidiocese

Fundada em 1958 e abrangendo 15 municípios do Estado do Espírito Santo conta com 73 paróquias. Desde 2004 D. Luiz Mancilha Vilela é o arcebispo da arquidiocese.

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