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“SE SOMOS GALHOS DO MESMO TRONCO, SOMOS MEMBROS DO MESMO CORPO; PASSA POR NÓS A MESMA SEIVA, ANIMA-NOS O MESMO ESPÍRITO, QUE NOS ENSINA A DIZER A DEUS: MEU PAI”

“SE SOMOS GALHOS DO MESMO TRONCO, SOMOS MEMBROS DO MESMO CORPO; PASSA POR NÓS A MESMA SEIVA, ANIMA-NOS O MESMO ESPÍRITO, QUE NOS ENSINA A DIZER A DEUS: MEU PAI”
Dom Silvestre L. Scandian

Esta frase faz parte do sermão proferido por Dom Silvestre L. Scandian, SVD, por ocasião da solene celebração eucarística, realizada no dia 07 de setembro de 1987 no estádio da Desportiva, que concluiu o processo da Grande Avaliação (Grava).

Eu estava dirigindo o carro com Dom Silvestre, Arcebispo Metropolitano, e Dom Geraldo Lyrio Rocha, bispo auxiliar, descendo de Santa Izabel, lugar da assembleia que tinha acabado de elaborar as opções e diretrizes pastorais da Igreja de Vitória, promulgadas pelo Senhor Arcebispo. Era um dia frio, estava chuviscando. Quando mais perto estávamos chegando do estádio, crescia a preocupação de Dom Silvestre, pois não havia muita gente na rua. Maior foi a grata e feliz surpresa, quando nós chegamos, o estádio estava superlotado e muita gente fora que não podia mais entrar. A celebração foi muito participativa, alegre e festiva e contou com a presença da imagem original de Nossa Senhora da Penha.

A frase citada se relaciona com o sermão de despedida de Jesus, pronunciado no contexto da última ceia (Jo 13-17). Jesus pede ao Pai o dom da unidade para seus discípulos (Jo 17,20) e o dom do amor fraterno que produz frutos concretos (Jo 15,8). E para explicitar e ilustrar a relação entre Deus Pai, ele mesmo e nós, Jesus medita sobre videira e os ramos (Jo 15). Partindo deste texto, Dom Silvestre fala sobre a vida unida a Jesus, frutificando para o Pai, no amor fraterno.

A Grava tinha constatado contradições, tensões, dificuldades e problemas na ação pastoral de conjunto, bem como deficiências na caminhada pastoral da Igreja de Vitória que agora queria enfrentá-los, pondo em prática as opções, as diretrizes e as prioridades pastorais.

Dom Silvestre, no seu sermão, chamava a atenção para a união vital, fundamental e originante com Cristo, mediante o Batismo e a Fé. Esta comunhão gera a comunhão na Igreja, entre os irmãos e irmãs, e inclui a conversão, pessoal e comunitária, para que os discípulos possam produzir frutos (Jo 15,5).

No contexto da comunhão fraterna, Dom Silvestre formula a frase citada. Os galhos são diferentes, mas por todos eles passa a mesma seiva. No respeito à diversidade de carismas e dons, a Igreja de Vitória é chamada a acolher o outro, valorizar os dons, saber perdoar e dialogar com todos.

A união com Cristo e a união na Igreja impulsiona a Arquidiocese a um amor missionário, que se direciona àqueles que compartilham o mesmo Batismo, que acreditam em Deus e que querem colaborar na construção de uma sociedade justa e fraterna, partindo da opção preferencial pelos pobres, porque cremos em Deus que ama todos e tem predileção pelos pobres e oprimidos.

Padre Hugo Scheer, svd
Diretor do Instituto Interdiocesano de Filosofia e Teologia da Província Eclesiástica de Vitória do Espírito Santo

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Arquidiocese

Fundada em 1958 e abrangendo 15 municípios do Estado do Espírito Santo conta com 73 paróquias. Desde 2004 D. Luiz Mancilha Vilela é o arcebispo da arquidiocese.

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