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Se pocar vai ser a maior gastura

Depois de 479 anos da chegada de Vasco Fernandes Coutinho às terras de Guananira (a Ilha do Mel) o capixaba também acha massa (interessante) ter seu espaço no variado mundo dos dialetos empregados pelo povo brasileiro.

Mas o que representa genuinamente o modo de falar ou dialeto capixaba, conhecido descontraidamente como capixabês? O capixaba ou o turista, que já pegou um ônibus para subir o Convento da Penha ou catou (apanhou) conchinhas pelas praias de Piúma, também ouviu expressões únicas de nossa terra como, por exemplo, dar tilt, usado espirituosamente sempre que uma pessoa demonstra estar maluca, ou pocar fora, afirmativa que usamos quando nos despedimos dos amigos e vamos embora.

E a origem de todas essas palavras do nosso dialeto está exatamente na mistura de povos que é o estado do Espírito Santo. Por exemplo, dos indígenas herdamos a expressão iá, habitual nos momentos de espanto ou surpresa.

Da matriz africana herdamos a expressão cafundó, para expressar a distância longínqua de um local. Então, sempre que um lugar é longe… longe dizemos que fica nos cafundós do Judas. Ou a expressão Hum Hum usada por vezes para concordar outras para discordar.

E no nosso dia a dia o capixaba nativo também vai à padaria para comprar pão de sal e café sem doce ao invés de pedir pão francês e café sem açúcar.
Mas dentro do próprio Estado também encontramos expressões particulares como, por exemplo, o fato de um viajante, que vai para a região do Caparaó, visitar uh Alegre em vez de visitar a cidade de Alegre.

Enfim, quem conhecer outras expressões ou quiser dar uma passada por aqui para esquentar os tamborins, ou melhor, se preparar para a festa é só dar um toque!

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Arquidiocese

Fundada em 1958 e abrangendo 15 municípios do Estado do Espírito Santo conta com 73 paróquias. Desde 2004 D. Luiz Mancilha Vilela é o arcebispo da arquidiocese.

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