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Sacramento do Crismo ou Confirmação?

Pe Renato1 Pe. Renato Paganini
Pároco da Paróquia Ressurreição

Sacramento do Crismo ou Confirmação?
O nome do Sacramento da maturidade cristã se chama “Confirmação”. Na Igreja primitiva, quando os bispos já não davam conta de realizar a formação dos novos convertidos, confiavam essa tarefa aos presbíteros (os padres). Os párocos, portanto, catequizavam e ministravam os primeiros sacramentos aos fiéis. O bispo, por sua vez, para concluir a iniciação cristã dessas pessoas, ia até as paróquias para “confirmar” a fé transmitida a esses fiéis. Lembrando que a Igreja na Antiguidade foi marcada por grandes controvérsias doutrinais. Os bispos como vigilantes da fé verdadeira verificavam e confirmavam a pureza da fé professada. Nessa ocasião, ministravam o Sacramento da Confirmação que sempre foi distinto do Batismo, conforme relata Atos 8,14-17, que nos conta que os apóstolos oravam e impunham as mãos sobre os que já tinham sido batizados, mas que ainda não haviam recebido o Espírito Santo! Uma coisa é nascer (o Batismo), outra coisa é crescer na fé (a Confirmação). Mas, por que tantas vezes se houve dizer “Sacramento da Crisma”? Porque se trata da “matéria” usada para conferir o sacramento. Crisma é uma mistura de óleo com perfume, consagrado pelos sacerdotes, profetas e reis. Jesus é chamado de “Cristo” que quer dizer “ungido”. A palavra “crisma” tem relação com o nome de “Cristo” e traduz a graça que se recebe nesse Sacramento: tornar-se mais perfeitamente configurado a Cristo, isto é, à sua imagem e semelhança, cuja filiação divina já participamos pelo Batismo, mas agora, adultos na fé, participantes de seu profetismo, realeza e sacerdócio, nos tornamos aptos para sermos suas testemunhas no mundo, como sal da terra e luz do mundo.

17757342_418349675195372_3039821312578964557_nPadre Jorge Campos Ramosa
Reitor do Seminário Nossa Senhora da Penha

Quando a comunhão não é dada em duas espécies fica incompleta?
O Corpo e o Sangue de Cristo estão inteiramente na espécie do pão. O Corpo e o Sangue de Cristo estão inteiramente na espécie do vinho. A forma habitual dos fiéis receberem a comunhão é sob a espécie do pão. A pessoa que comunga somente sob a espécie do pão ou somente sob a espécie do vinho pode ficar tranquila, pois está recebendo a Comunhão completa, plena: a perfeita presença de Jesus Cristo em cada uma das Espécies Sacramentais.
A própria Igreja nos assegura isso quando diz na Instrução Geral do Missal Romano (IGMR), citando o Concílio de Trento: “também sob uma só espécie, se recebe Cristo todo e inteiro, assim como o verdadeiro sacramento; por isso, no que concerne aos frutos da Comunhão, aqueles que recebem uma só espécie não ficam privados de nenhuma graça necessária à salvação” (IGMR 241).
Em 1970, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) decidiu deixar nas mãos dos próprios Bispos Diocesanos a determinação de casos de comunhão sob duas espécies, considerando suas razões pastorais para tais determinações. Na Arquidiocese de Vitória do Espírito Santo, o Senhor Arcebispo, Dom Luiz Mancilha Vilela, SSCC, usando de seu Múnus Episcopal, estabeleceu normas para a Comunhão sob as duas Espécies para aqueles fiéis que desejam recebê-la. Porém, é bom reforçar, a Comunhão sob uma Espécie não foi suprimida. Aos fiéis que desejam comungar somente sob a espécie do pão seja-lhes oferecida a Sagrada Comunhão nesta modalidade.

 pe.gudialacePe. Gudialace Silva de Oliveira 
Pároco na Paróquia Nossa Senhora das Graças, Vila Velha

Por que se pede a bênção ao padre?
Abençoar é uma ação bíblica. No livro de Números, Deus ensina como Arão deve invocar a benção sobre o povo (Nm 6,24). Abençoar, entre outras coisas, é suplicar a benevolência divina sobre si, algo ou alguém. Por isso, pedir a benção aos pais, aos mais velhos e aos padres é uma ação de sabedoria. É reconhecer que sem a graça de Deus, nada em nossa vida pode ir para frente; é ter em mente que quem abençoa é Deus, quem declara a benção é apenas um canal da providência divina. E quanto mais pessoas estiverem intercedendo em nosso favor, mais chances de termos uma vida feliz. Todas as pessoas podem abençoar umas as outras, no entanto, é comum que os mais velhos supliquem a proteção sobre os mais novos. Os pais o fazem por uma autoridade natural; os padres, pela autoridade evangélica e eclesial.

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Arquidiocese

Fundada em 1958 e abrangendo 15 municípios do Estado do Espírito Santo conta com 73 paróquias. Desde 2004 D. Luiz Mancilha Vilela é o arcebispo da arquidiocese.

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