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Rosácea

“Enquanto as igrejas românicas eram escuras, lembrando cavernas, as catedrais góticas são exuberantes, convidam a olhar para o alto e dão um sentido ascensional ao ato de estar na igreja. (…) Sem falar nas cores das rosáceas, em que o vermelho se destaca. A intenção era que, durante as Vésperas e na Hora Mariana, a luminosidade filtrada criasse a sensação de um incêndio, verdadeiro fogo iniciático”. (E. Pellizari)

A rosácea, grande abertura circular, é um elemento arquitetônico ornamental próprio das catedrais do estilo gótico, presente em quase todas as igrejas construídas entre os séculos XII e XIV. Apresenta-se sobre o portal da fachada principal ou no transepto. Sua decoração é feita em sentido radial, com vidros coloridos, representando pétalas de rosa de forma estilizada, origem do nome.

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A arquitetura deste período, vertical e majestosa, apresentando torres de pontas agulhadas e arcos ogivais, convida à união com o divino e se desenvolve a partir do surgimento das pequenas cidades, com a intensificação das relações de comércio. As inovações técnicas trazem grandes mudanças na construção das igrejas: na fachada, três portais de acesso às três naves, e na estrutura, abertura de grandes vãos para entrada da luz, antes impossível. A rosácea, com origem no “oculus” romano e tendo sido pequena janela no estilo românico, pode, agora, abranger toda a largura da nave.

Como os grandes vitrais deste período, a rosácea permite, através da luz e da cor, a ascensão ao sagrado e o conhecimento da Bíblia. Geralmente, no centro de sua composição, surge uma figura: os mais retratados são a Virgem Maria com o Menino, cenas da vida de Cristo e dos apóstolos ou outras histórias bíblicas. Durante o período do seu uso, passa por transformações na sua forma de representação até chegar aos desenhos rendilhados em pedra (traceria) e usa vidros com cores fortes que acentuam o realismo da representação.

No Brasil, temos alguns exemplos neo- góticos que também apresentam a rosácea em sua composição arquitetônica, como a Catedral da Sé – SP. De cores vibrantes e com forte atração pela luz filtrada, são ornatos belíssimos que ajudam a compor um ambiente favorável à oração pessoal e comunitária em nossas igrejas.

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Arquidiocese

Fundada em 1958 e abrangendo 15 municípios do Estado do Espírito Santo conta com 73 paróquias. Desde 2004 D. Luiz Mancilha Vilela é o arcebispo da arquidiocese.

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