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RECONCILIADOS POR CRISTO

A Quaresma, que anualmente celebramos em preparação à Páscoa, se faz motivação perene de conversão, sendo referência para o caminho que percorremos como seguimento de Jesus Cristo, em todas as etapas da nossa vida de fé. A cada dia ecoa para nós a exortação paulina, destacada pela espiritualidade litúrgica deste tempo: “Em nome de Cristo suplicamo-vos: reconciliai-vos com Deus.” (2Cor 5,20b).

As comunidades da Igreja são espaços privilegiados e de referência para a contínua experiência da reconciliação, particularmente pela expressividade das ações litúrgicas, seja pela celebração do sacramento da reconciliação (pessoal ou comunitária), ou pelas celebrações da reconciliação sem a dimensão sacramental.

É importante os pastores, as comunidades e as equipes de liturgia conhecerem, aprofundarem ou redescobrirem o RITUAL DA PENITÊNCIA, renovado por Decreto do Concílio Vaticano II e com tradução da edição típica na língua portuguesa para o Brasil, com promulgação no ano de 1973 (Vaticano) e 1975 (Brasil).

O Ritual está assim disposto:

A. Introdução Geral (I. Ministério da Reconciliação na História da Salvação; II. A reconciliação dos penitentes na vida da Igreja; III. Funções e ministérios na reconciliação dos penitentes; IV. Celebração dos Sacramentos da Penitência; V. Celebrações penitenciais; VI. Adaptações do rito às diversas regiões e circunstâncias;

B. Cap. I – Rito para a reconciliação individual dos penitentes;

C. Cap. II – Rito para a reconciliação de vários penitentes com confissão e absolvição individuais;

D. Cap. III – Rito para a reconciliação de vários penitentes com confissão e absolvição geral;

E. Cap. IV – Leituras bíblicas;

F. Apêndices: Apêndice I – Absolvição de censuras; Apêndice II – Exemplos de celebrações penitenciais; Apêndice III: Esquema para exame de consciência.

Percebemos, ao enunciar as partes do Ritual, a riqueza e variedade do mesmo como motivação e orientação para as celebrações da reconciliação nas nossas comunidades, pois é de vital importância a prática da reconciliação na vida cristã: reconciliação com Deus, consigo mesmo e com os semelhantes.

Na Quaresma há uma valorização e até uma intensificação das vivências penitenciais nas formas litúrgicas, mas durante o ano as comunidades também devem aprofundar e valorizar o sentido de celebrar a reconciliação, seja em outros momentos fortes da vida eclesial, ou mesmo diante das circunstâncias e necessidades de cada comunidade. A vida de comunhão fraterna é sustentada e sempre renovada pelo princípio da reconciliação, sentido de todo o ministério de Jesus Cristo, com a culminância do seu Mistério Pascal.

Em nome de Cristo, a Mãe Igreja preside, pela caridade, a reconciliação dos seus filhos e filhas, e continuamente os exorta e convoca: “É agora o momento favorável, é agora o dia da salvação” (2Cor 6,2b).

Fr. José Moacyr Cadenassi
Franciscano capuchinho, letrista, cantor, consultor de liturgia, apresentador de rádio e agente de ecumenismo e diálogo inter-religioso

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Arquidiocese

Fundada em 1958 e abrangendo 15 municípios do Estado do Espírito Santo conta com 73 paróquias. Desde 2004 D. Luiz Mancilha Vilela é o arcebispo da arquidiocese.

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