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“Quanto mais caminhos houver, mais descaminhos haverá.”

Durante a história do Brasil colonial a conhecida frase do Conselho Ultramarino, datada do início de 1700, tratava dos problemas causados pelo roubo de ouro das Minas Gerais e, dos contrabandistas que usavam as estradas e rios do Espírito Santo para o comércio clandestino de metais preciosos, para a Europa.

Por mais de cem anos o povo do Espírito Santo foi proibido de construir estradas ou organizar a navegação dos rios (Doce, Itapemirim, Cricaré…) que ligavam o litoral à Capitania vizinha. Medida tomada como forma de dificultar o contrabando das riquezas brasileiras para o exterior.

Apenas em 1808, com a decadência do ciclo do ouro, em Minas Gerais, que o rei de Portugal permitiu a colonização do nosso interior e a navegação do nosso rio mais importante – o Rio Doce, por exemplo.

Nesse mesmo ano começaram a construir a Estrada do Rubim (atual BR 262) ligando, por terra, o interior ao litoral. Propiciando a fundação dos municípios de Iúna, Muniz Freire, Afonso Cláudio, Domingos Martins…

Mas, outros 100 anos foram necessários para que o Espírito Santo se interligasse de norte a sul. Isso porque os rios receberam pontes apenas na década de 1920 e, a partir de então, as estradas de comunicação com os cantões do noroeste do Estado foram gradativamente surgindo.

Enfim, as famílias capixabas começaram a migrar, para a região norte de Colatina, permitindo a fundação de municípios como: Marilândia, Pancas, São Gabriel da Palha, Sooretama…

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Arquidiocese

Fundada em 1958 e abrangendo 15 municípios do Estado do Espírito Santo conta com 73 paróquias. Desde 2004 D. Luiz Mancilha Vilela é o arcebispo da arquidiocese.

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