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PREFÁCIOS DO TEMPO COMUM

Os textos próprios da liturgia eucarística, contidos no Missal Romano, dão o sentido do dia celebrado, particularmente dos domingos, solenidade e festas, além de sinalizar os tempos litúrgicos.

Um dos elementos, dentre os referidos textos, são os prefácios do Tempo Comum, que ajudam a aprofundar aspectos importantes sobre o sentido do mistério celebrado. Eles são utilizados exclusivamente aos domingos.

O substantivo prefácio vem do latim prae-fatio (de fari [dizer]); e também do grego, prólogo (o que se diz antes). Então, prefácio, na forma litúrgica, é o que se proclama como introdução e ao mesmo tempo resumo da oração eucarística, com o sentido da ação de graças, em tom de proclamação, sendo um elogio a Deus pela sua obra no mundo, com a culminância da ressurreição do seu Filho.

São nove prefácios com os seus respectivos títulos: I – O mistério pascal e o povo de Deus; II – O mistério da salvação; III – A salvação dos homens, pelo homem; IV – A história da salvação; V – A criação ; VI – Cristo, penhor da Páscoa eterna; VII – A salvação pela obediência de Cristo ; VIII – A Igreja reunida pela unidade da Santíssima Trindade; IX – O dia do Senhor.

Em linhas gerais, esses prefácios elucidam o mistério pascal de Cristo e sua união com a história da salvação e do povo de Deus, recordando os efeitos da Encarnação do Verbo e sua ação salvífica, manifestada e atualizada, hoje, de forma culminante, na celebração eucarística.

Uma proposta para as equipes de liturgia e celebração é organizar um momento de estudo, reflexão, aprofundamento e vivência a partir dos referidos prefácios, desde a própria equipe até uma possível formação em âmbito das comunidades, resgatando o sentido do Tempo Comum e sua espiritualidade.

O caminho da formação e aprofundamento litúrgicos também se dá por meio da relação com os textos da eucologia. Quanto mais os que celebram aprofundarem o sentido ritual, com os seus elementos próprios, mais qualidade surgirá nas celebrações, e com repercussão para a assembleia, na inteireza da vivência ritual. Os efeitos também repercutirão na vida pastoral da Igreja.

Que este Tempo Comum, retomado após a solenidade de Pentecostes, seja uma etapa de aprofundamento e frutificação do Mistério Pascal, como contínua recordação da “…Ressurreição do Senhor, na esperança de ver o dia sem ocaso…” (cf. Prefácio dos Domingos do Tempo Comum, IX – “O Dia do Senhor).

mundo liturgico

Fr. José Moacyr Cadenassi
OFMCap

 

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Arquidiocese

Fundada em 1958 e abrangendo 15 municípios do Estado do Espírito Santo conta com 73 paróquias. Desde 2004 D. Luiz Mancilha Vilela é o arcebispo da arquidiocese.

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