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Pecado mortal e pecado venial

Aproveitando o Ano Santo da Misericórdia, vamos apresentar os ensinamentos do Catecismo da Igreja Católica que indicam os danos causados pelo pecado mortal e pelo pecado venial e recomendam o Sacramento da Reconciliação.

A raiz do pecado está no coração do ser humano, conforme ensina o próprio Cristo: “Com efeito, é do coração que procedem más inclinações, assassínios, adultérios, prostituições, roubos, falsos testemunhos e difamações. São estas as coisas que tornam o homem impuro” (Mt 15, 19-20). No coração também reside a caridade, princípio das obras boas e puras que o pecado fere.

Com base na Sagrada Escritura e na tradição da Igreja, os pecados são classificados segundo a gravidade como mortal e venial.

O pecado mortal destrói a caridade no coração humano pois é uma infração grave contra a Lei de Deus – claramente definida nos Dez Mandamentos –, que desvia o ser humano de Deus. Todos os pecados que ferem os Dez Mandamentos, no todo ou em parte, são considerados “mortais”, pois levam à morte eterna. Por isso, ao cometer um pecado mortal, a pessoa precisa de uma nova iniciativa da misericórdia de Deus e uma profunda conversão de coração, que se realiza normalmente no Sacramento da Reconciliação.

O pecado mortal – que requer o pleno conhecimento e o pleno consentimento de quem o comete – é uma possibilidade da nossa liberdade, assim como a caridade. Porém, supõe-se que ninguém ignora totalmente os princípios da lei moral.
Ele causa a perda da caridade e do estado de Graça (graça santificante), que se não for recuperado mediante o arrependimento e o perdão de Deus, causa a exclusão do Reino de Cristo e a morte eterna no inferno. No entanto, devemos confiar o julgamento das pessoas à justiça e à misericórdia de Deus.

O pecado venial é cometido quando não se cumpre a lei moral em termos de matéria leve – por exemplo, palavras ociosas; ou quando se desobedece a lei moral em matéria grave sem o pleno conhecimento ou sem pleno consentimento (por exemplo, uma pessoa com pressões exteriores ou perturbações psicológicas).
Ele enfraquece a amizade com Deus; representa um apego desordenado pelos bens criados; impede o crescimento da alma no exercício das virtudes e a prática do bem moral. Mas não quebra a aliança com Deus, pois não priva da graça santificante, da amizade com Deus, da caridade nem da bem-aventurança eterna. Trata-se de uma desordem moral que pode ser reparada pela caridade, mantida em nós. No entanto, se for cometido sempre de modo consciente, desejado e sem arrependimento, conduz à prática do pecado mortal.

Vitor Nunes Rosa 
Professor de Filosofia na Faesa

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Arquidiocese

Fundada em 1958 e abrangendo 15 municípios do Estado do Espírito Santo conta com 73 paróquias. Desde 2004 D. Luiz Mancilha Vilela é o arcebispo da arquidiocese.

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