buscar
por

Pastoral Litúrgica

Para uma liturgia vivida de forma “plena, consciente e ativa” (cf. SC 14), faz-se necessário, em âmbito eclesial, como aplicação e cumprimento do Concílio Vaticano II, a dinamização da pastoral litúrgica. Considera-se tal pastoral a nível de comissões: Conferência Nacional dos Bispos, Diocese e Regional, paróquias e comunidades.

Compete a cada uma dessas instâncias atividades específicas, como, por exemplo: tradução, adaptação e publicação dos livros litúrgicos (Conferência); colocar em prática a reforma litúrgica (Diocese e Regional); concretização, dinamização e viabilização da pastoral litúrgica (paróquias e comunidades). O capítulo X do “Guia Litúrgico-Pastoral” da CNBB – sobre a pastoral litúrgica, descreve a totalidade das funções de cada comissão.

Distingue-se a pastoral litúrgica do serviço específico das equipes de celebração, as quais devem cuidar do bom preparo de cada liturgia. Mas é mediante o trabalho da pastoral litúrgica que as referidas equipes têm o seu referencial e apoio para bem dinamizar a sua tarefa.

A Igreja, casa de iniciação à vida cristã (cf. DGAE 4.2), tem na pastoral litúrgica o centro de organização, animação e formação permanente dos batizados, considerando a participação dos ministros ordenados, dos fiéis leigos e dos religiosos, ou seja, de todos aqueles que estão diretamente participando do apostolado litúrgico, com suas funções específicas. A vida litúrgica é o centro e o referencial de toda a vida ministerial e pastoral da Igreja, ou seja, a sua missão tem legitimidade no mistério celebrado.

As liturgias bem celebradas têm um diferencial na vivência de uma assembleia, enquanto sensibilidade e efeito, em relação a uma prática litúrgica sem a devida preparação e condução pelos agentes qualificados. Celebrar é “progredir no conhecimento de Jesus Cristo, correspondendo ao seu amor por uma vida santa” (cf. a Oração do Dia – 1º Domingo da Quaresma – Missal Romano).

Bem celebrar a liturgia é experimentar a eficácia do Mistério Pascal de Cristo na diversidade da vida e seus contextos, no firme desejo e contínuo exercício da fraternidade e comunhão universais. A Oração Eucarística VI-C (cf. Missal Romano) bem expressa a relação fé e vida: “Fazei que todos os membros da Igreja, à luz da fé, saibam reconhecer os sinais dos tempos e empenhem-se, de verdade, no serviço do Evangelho. Tornai-nos abertos e disponíveis para todos, para que possamos partilhar as dores e as angústias, as alegrias e esperanças, e andar juntos no caminho do vosso reino.”

Que o Espírito do Ressuscitado encontre sincero desejo, disposição, abertura e coerência entre todos os que se propõem, mediante o chamado do próprio Senhor, pela Igreja, a se lançarem no serviço da liturgia através da pastoral litúrgica, pelo bem e edificação da comunidade de fé, lugar da perene manifestação do Reino de Deus para a vida do mundo!

Desenho

Fr. José Moacyr Cadenassi
OFMCap

editor1

Arquidiocese

Fundada em 1958 e abrangendo 15 municípios do Estado do Espírito Santo conta com 73 paróquias. Desde 2004 D. Luiz Mancilha Vilela é o arcebispo da arquidiocese.

Mais posts do autor

COMENTÁRIOS