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Obras de Misericórdia corporais

A Campanha do Dízimo 2016, promovida pela Arquidiocese de Vitória do Espírito Santo, propôs uma atividade significativa e inspiradora no Ano da Misericórdia:

“Você quer saber se contribui para a Igreja ser mais? Seu dízimo somado ao de cada um já faz. Você pode se exercitar mais. Raspe um selo a cada dia e ponha em prática”.

Em seguida, cada uma das sete obras de misericórdia corporal  estava “escondida”  sob uma fina película tipo alumínio.

  • “Dar de comer aos famintos”
  • “Visitar os presos”
  • “Acolher os peregrinos”
  • “Dar de beber aos sedentos”
  • “Vestir os nus”
  •  “Dar assistência aos enfermos”
  • “Enterrar os mortos”

Esse gesto de extraordinária simplicidade mostra claramente que a prática das obras de misericórdia corporais (importantíssimas em todos os tempos, mas com grande destaque no Ano da Misericórdia) é fruto da solidariedade e da generosidade cristãs, as quais podem ser vividas por meio do Dízimo.

As obras de misericórdia corporais são os passos concretos para vivermos de acordo com os critérios divinos do Juízo Final: “Vinde benditos de meu Pai, recebei por herança o Reino preparado para vós desde a fundação do mundo. Pois tive fome e me destes de comer. Tive sede e me destes de beber. Era forasteiro e me recolhestes. Estive nu e me vestistes, doente e me visitastes, preso e vieste ver-me” (Mateus 25, 34b-36).

As obras de misericórdia corporal – claramente expressas no Evangelho segundo São Mateus – fazem parte do “check-list” da nossa vida cristã. Ao “raspar” cada um dos selos e descobrir a obra de misericórdia correspondente, lembramo-nos do que fazer – não exatamente naquele dia; mas ao longo de toda a nossa existência (entendida como um “grande dia”).

Esse folder da Campanha deveria ser colado num local bem visível, pois além de ser celebrativo (25 anos do Dízimo na Arquidiocese de Vitória do Espírito Santo), tem um valor inestimável ao mostrar sinteticamente que o Dízimo não é apenas um “pagamento feito numa comunidade cristã”, mas faz parte de algo muito maior na vida de todo cristão: generosidade e solidariedade traduzindo-se em obras de misericórdia do tamanho da nossa Igreja presente no mundo inteiro, transformando vidas por meio de projetos sociais e empenho na evangelização.

Cabe aqui também mencionar uma significativa nota da Bíblia de Jerusalém (1985) referente a Mt 25, 35-36: “Os homens são julgados segundo as obras de misericórdia (descritas de uma forma bíblica, cf. Is. 58, 7; Jó 22, 6s; Eclo 7, 32s; etc.), não segundo as suas ações excepcionais (Mt 7, 22s)”.

Vitor Nunes Rosa
Professor de Filosofia na Faesa 

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Arquidiocese

Fundada em 1958 e abrangendo 15 municípios do Estado do Espírito Santo conta com 73 paróquias. Desde 2004 D. Luiz Mancilha Vilela é o arcebispo da arquidiocese.

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