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O serviço policial na trilha do autoconhecimento

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Em maio de 2015, 22 Delegados de Polícia e 27 Investigadores de Polícia, todos integrantes do Curso de Formação Profissional para o ingresso na Polícia Civil do Espírito Santo (PCES), participaram de um treinamento realizado no Mosteiro Zen Budista, em Ibiraçu.

O local escolhido possui rotina baseada na disciplina, na atenção, na vida participativa e no respeito ao próximo; elementos essenciais para que qualquer pessoa, independente de convicções religiosas, possa realizar introspecção, buscando o autoconhecimento e os recursos disponíveis em cada um de nós na solução dos problemas.

A atividade consiste em ampliar conhecimentos dos servidores para discutir sobre os aspectos de liderança, poder, criatividade, motivação e comunicação; bem como desenvolver e exercitar habilidades para pensar em estratégias de ação visando à melhoria das relações.

A experiência de estar em um mosteiro, local para descansar a mente e se concentrar em um único ponto, foi crucial para uma reflexão sobre a vivência cotidiana, os desafios a serem vencidos, como também para buscar como e onde encontrar forças positivas internas e externas nos momentos críticos.

Em recente encontro com familiares de policiais feridos ou mortos em serviço, o Papa Francisco definiu, em seu discurso, a profissão policial como uma “missão autêntica, que comporta o acolhimento e a aplicação de atitudes e valores de relevância especial para a vida civil, como a disciplina, a disponibilidade ao sacrifício, o combate à criminalidade organizada e ao terrorismo”.

A postura do Pontífice vem corroborar todo esse trabalho desenvolvido. Nossos cursos, tanto de Formação quanto de Atualização, além de preparar o policial para a atividade fim, também possui o compromisso de mostrar o quanto esse profissional que se coloca à disposição da comunidade, assumindo toda ordem de perigo e riscos, inclusive sua própria vida, é um ser humano com forças e fraquezas. E esses sentimentos se esbarram nas relações interpessoais produzindo tanto resultados positivos quanto negativos.

Com base nessa proposta, houve a necessidade de um treinamento que oferecesse condições aos servidores para criarem ações de melhoria das fraquezas e transformação da realidade, a princípio adversa, em possibilidades de crescimento e gerenciamento de crises.

Durante a estada no mosteiro foram desenvolvidas atividades que mostram a necessidade do ser humano resgatar valores essenciais para a construção de um mundo melhor. Cada profissional e, em especial o policial civil, possui a obrigação de compreender o outro (empatia, identidade, solidariedade, alteridade), de comunicar-se de forma eficaz e eficiente, e de trabalhar em equipe respeitando as diferenças individuais.

Heli Schimittel
Diretor da Academia de Polícia Civil

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Arquidiocese

Fundada em 1958 e abrangendo 15 municípios do Estado do Espírito Santo conta com 73 paróquias. Desde 2004 D. Luiz Mancilha Vilela é o arcebispo da arquidiocese.

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