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O mensageiro enviado

Iniciamos nossa reflexão com as palavras de Jesus: “Ide pelo mundo inteiro e anunciai o Evangelho a toda criatura” (Mc 16,15). Um belo mandato imperativo de Cristo aos seus apóstolos para que preguem o evangelho sem discriminação. Não só eles, porém, toda a Igreja e cada um de nós. Destacamos São Paulo, que em sua convicção e exemplo missionário, exclamava: “ai de mim se eu não evangelizar” (1 Cor 9,16). Ele declara que sua missão é um encargo recebido de Deus. Assim procederam os apóstolos, apoiados pelas primeiras comunidades; elas eram perseverantes em ouvir o ensinamento dos apóstolos, na comunhão fraterna, na fração do pão e nas orações,” (At 2,42). A própria existência da comunidade era essencialmente missionária: “Louvavam a Deus e eram estimados por todo o povo. E, cada dia, o Senhor acrescentava a seu número mais pessoas que eram salvas”. (At 2,47).

Os apóstolos tornaram-se mensageiros da Palavra de Jesus porque se tornaram, antes de tudo, testemunhas daquilo que viram e ouviram, do que encontraram e experimentaram.

A Igreja nasce da missão e existe para a missão. A essência da Igreja é a missão de anunciar o amor de Jesus. Todas as pessoas têm o direito de conhecer e vivenciar esse amor. “A nós cabe a responsabilidade de transmitir aquilo que recebemos por graça” (CNBB, doc. 94, 4.1). É preciso anunciar pela Fé.

A fé é uma chama que se faz tanto mais viva quanto mais é partilhada, transmitida, para que todos possam conhecer, amar e professar que Jesus Cristo é o Senhor da vida e da história. Essa experiência implica em irradiar a presença de Deus aos que são próximos ou partir em missão, com a força do Espírito Santo, para evangelizar lugares onde Jesus ainda não é conhecido.

Todo discípulo de Jesus deve ser missionário, onde estiver, quer com sua família, em seu trabalho, passeando, participando dos jogos da copa, etc. Em cada ambiente, o cristão é convidado a ser o mensageiro enviado, a se fazer presente, cheio de graça e verdade, não só com palavras, mas, com uma vida honesta.

O Papa Francisco insiste que Jesus ao dizer: “Ide e fazei discípulos entre todas as nações” nos chama a ser discípulos em missão. Para onde Jesus nos manda? Não há fronteiras, não há limites: Jesus envia-nos para todas as pessoas. O Evangelho é para todos. “Não tenham medo de ir e levar Cristo para todos os lugares, incluindo quem parece mais distante e mais indiferente”, repete o Papa. A missão de Jesus é a missão da Igreja “até que Ele venha”.

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Arquidiocese

Fundada em 1958 e abrangendo 15 municípios do Estado do Espírito Santo conta com 73 paróquias. Desde 2004 D. Luiz Mancilha Vilela é o arcebispo da arquidiocese.

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