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O ciclo do Natal

A cada ano é cabível ressignificar e ampliar a vivência do Natal segundo a dinâmica do próprio ano litúrgico, com a compreensão e difusão de que essa festa excede a comemoração de 25 de dezembro, sendo algo mais amplo, ou seja, um ciclo litúrgico. Tal clareza ainda é parcial em muitas comunidades, desde a dimensão pessoal de cada fiel até às vivências celebrativas. O ciclo do Natal é composto por dois tempos litúrgicos: o tempo do Advento e o tempo do Natal.

O Advento possui quatro domingos e semanas consecutivas, mas a quarta semana nem sempre é composta exatamente de 7 dias. Começa com as primeiras vésperas do 1º Domingo (final de novembro ou início de dezembro) e concluir-se-á, inclusive, com a missa da manhã do dia 24 de dezembro. Os dias móveis de cada ano litúrgico dependem da definição do Domingo de Páscoa, conforme o ciclo lunar anual.

É importante perceber que o Advento não é um Natal antecipado, e isso deve estar refletido no espaço celebrativo, através da reserva simbólica: por exemplo, não se apresenta o presépio durante o Tempo do Advento, como também arranjos florais que aludam a uma solenidade. A coroa do Advento não recebe ornamentos nem luzes artificias: essencialmente é a coroa verde com as quatro velas nas cores, de preferência, roxo (1º, 2º e 4º domingos) e rosa (3º domingo).

O Advento é marcado por dois aspectos: a “segunda vinda de Cristo” (1ª e 2ª semanas) e a recordação da “primeira vinda de Cristo”, no âmbito histórico de sua Encarnação. Importante aprofundar consultando os livros litúrgicos: o Missal Romano e seus formulários para cada dia do Advento; os lecionários dominical e semanal (liturgia da Palavra); a liturgia das horas. Os dias 17 a 23 são considerados uma preparação mais intensa do Natal, com formulários e textos próprios, segundo os referidos livros. Considerar, no contexto do Advento, a solenidade da Imaculada Conceição (08.12) e a festa da Virgem de Guadalupe (12.12).

O Tempo do Natal – segunda parte do ciclo, apresenta um conjunto mais amplo de dias celebrados, a começar com as vésperas do dia 24 de dezembro e a conclusão com a festa do Batismo do Senhor, no mês de janeiro. O dia de Natal – 25 de dezembro, possui quatro celebrações eucarísticas: missa vesperal (vigília) no final da tarde de 24; missa da noite, também no 24; missa da aurora, na madrugada do dia 25; missa do dia, desde o nascer do sol do dia 25. O dia de Natal desdobra-se, ainda, em uma oitava, com as seguintes celebrações: 26.12 – Santo Estevão, protomártir; 27.12 – São João, apóstolo e evangelista; 28.12 – Santos Inocentes, mártires; 29 a 31.12 – dias da Oitava; 01.01 – completa-se a Oitava com a solenidade de Maria, Mãe de Deus.

Ainda, para o Tempo do Natal: festa da Sagrada Família (Domingo na Oitava do Natal, ou no dia 30.12, quando não ocorrer o Domingo na Oitava); Solenidade da Epifania do Senhor (domingo entre 02 e 08.01) e os dias de semana após a Epifania; Batismo do Senhor (domingo entre 09 e 13 de janeiro, ou na segunda-feira após o domingo da Epifania).

Fr. José Moacyr Cadenassi
OFMCap

 

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Fundada em 1958 e abrangendo 15 municípios do Estado do Espírito Santo conta com 73 paróquias. Desde 2004 D. Luiz Mancilha Vilela é o arcebispo da arquidiocese.

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