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O café capixaba

O café, a bebida mais tradicional dos brasileiros, está presente em todos os lugares, do mais remoto sítio no interior até às cafeterias das cidades, sendo servido em diversos momentos, desde o café da manhã com leite na roça até o espresso (com S) após o almoço na cidade.

A bebida café é capaz de aproximar e unir pessoas, torná-las sociáveis, facilitar os negócios, dar energia e disposição no nosso dia a dia. O café é tão especial, que desde os tempos antigos quando o papa Clemente VIII provou e abençoou, se faz presente na vida de muitas pessoas.

Em especial, o nosso café capixaba nunca esteve tão bem falado por todos. Recentemente tivemos dois grandes concursos de qualidade no Brasil, o 13° Concurso Nacional da ABIC de Qualidade do Café e o concurso do Coffee of The Year da Semana Internacional do Café, de Belo Horizonte – MG, ambos tiveram como felizardos cafeicultores do ES.

Nossos volumes de produção de cafés especiais estão batendo recordes . O nosso estado vem recebendo comitivas de compradores e especialistas como nunca havíamos visto antes e, o principal, os consumidores de diferentes regiões do Brasil e do mundo estão querendo beber o café capixaba.

Esta notoriedade deve-se a três questões básicas:

Primeiro, por meio do programa de cafés especiais, do governo estadual, o trabalho de base junto dos produtores, para disseminar a cultura de cafés de qualidade, por meio de instituições como INCAPER, EMBRAPA, SEBRAE, IFES, Cooperativas, entidades privadas, entre outras, vêm sendo feito de maneira maciça.

Em segundo lugar, a promoção dos nossos cafés especiais e suas características marcantes, têm sido feita de maneira mais intensa nos últimos anos, devido as nossas características únicas dos cafés provenientes dos micro climas de diferentes locais das nossas montanhas, também chamado de Terroá. Essa promoção está sendo feita tanto a nível de Brasil quanto de mundo.

E, em terceiro, e não menos importante, pelo aumento da importância dos cafés do Espírito Santo, porque os consumidores finais estão consumindo mais cafés de qualidade do que antes.
E este consumo maior de cafés especiais, ocorre pela conscientização da população sobre a qualidade dos cafés. A ponta da cadeia tem um papel fundamental nesta evolução. As marcas de cafés, pontos de venda, como as cafeterias estão ajudando a propagar o hábito de se tomar café de qualidade fora de casa.

Em se tratando do Espírito Santo, nós somos o segundo maior produtor de café no Brasil em volume. A produção do estado representa 25% da produção nacional. A balança comercial do ES é fortemente influenciada pelo café, a economia do ES está fortemente interligada com a cadeia cafeeira.

Grafico01O café no Espírito Santo tem um importante papel social, gerando mais de 350 mil empregos diretos, abrangendo diversos municípios, cuja existência dá-se em torno da monocultura cafeeira, como Venda Nova do Imigrante, Brejetuba, Castelo, Marechal Floriano, Afonso Claudio, São Gabriel da Palha, Jaguaré e outros.

Com o advento da imigração italiana e alemã, o café consolidou-se na economia do estado como uma importante atividade econômica. Há famílias que cultivam o café há mais de 100 anos, dando sustento e oportunidades que, sem café, essas famílias não as teriam. Muitas já estão em sua 3ª geração de produtores, às vezes mais.

Tradição e trabalho, juntamente com o implemento de novas técnicas de plantio e manejo, estão levando o café capixaba a níveis bem superiores de qualidade.

Com este cenário favorável para o café capixaba, as potencialidades são inúmeras, uma das mais importantes é a valorização do trabalho das pequenas famílias que sobrevivem do cultivo de café, pois produtos de mais qualidade nos cafés, trará mais valor para as famílias, tornando um ciclo virtuoso. Produzir mais qualidade para vender com melhores preços e assim poder obter mais tranquilidade no sustento das famílias que vivem do café.

Raul Guizelini
Engenheiro de Produção, barista e sócio proprietário das lojas Carnielli

 

24 de maio – Dia Nacional do Café
Desde o ano de 2005 existe o Dia Nacional do Café, comemorado no dia 24 de maio. Data essa especial que foi incorporada ao Calendário Brasileiro de Eventos por sugestão da ABIC – Associação Brasileira da Indústria de Café.

A data simboliza o início da colheita em grande parte das regiões cafeeiras e é celebrada por produtores, cooperativas, exportadores, cafeterias e pelas indústrias que, em parceria com o varejo, promovem ações locais com lançamentos de novos produtos e realização de degustações nos pontos de venda.

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Arquidiocese

Fundada em 1958 e abrangendo 15 municípios do Estado do Espírito Santo conta com 73 paróquias. Desde 2004 D. Luiz Mancilha Vilela é o arcebispo da arquidiocese.

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