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O bom político e suas habilidades

Dom Rubens Sevilha
Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Vitória

Qual a relação da confissão no período da Quaresma e no Ano da Misericórdia?

A resposta está na Bula O Rosto da Misericórdia do Papa Francisco: “A Quaresma deste Ano Jubilar seja vivida mais intensamente como tempo forte para celebrar e experimentar a misericórdia de Deus. Há muitas pessoas – e, em grande número, jovens – que estão se aproximando do sacramento da Reconciliação e que frequentemente, nesta experiência, reencontram o caminho para voltar ao Senhor, viver um momento de intensa oração e redescobrir o sentido da sua vida. Com convicção, ponhamos novamente no centro o sacramento da Reconciliação, porque permite tocar sensivelmente a grandeza da misericórdia. Será, para cada penitente, fonte de verdadeira paz interior”.

É uma regra da Igreja confessar-se ao menos uma vez por ano?

Sim. O Catecismo da Igreja Católica, citando o Direito Canônico (Cân. 989), prescreve: Conforme o mandamento da Igreja, “todo fiel, depois de ter chegado à idade da discrição [7 ANOS], é obrigado a confessar seus pecados graves, dos quais tem consciência, pelo menos uma vez por ano”. O sacramento da reconciliação (confissão) é um sacramento de cura pois, além de curar as feridas do pecado, ele fortalece a alma na luta contra o pecado e o mal. Devemos nos confessar com frequência. O Papa Francisco disse que se confessa regularmente a cada quinze ou vinte dias. Jocosamente, digo que deveriam confessar-se somente uma vez por ano aqueles que pecam somente uma vez por ano!

Leonardo Bongiovanni
Técnico em Informática

Pergunte_Leonardo

Diante de tanta opção de smartphones disponíveis no mercado, o que é mais importante levar em consideração na hora da compra?

Na hora da compra devemos levar em consideração vários fatores, porém os mais importantes são: memória interna (aplicativos são atualizados frequentemente e muitos deles são armazenados na memória interna do smartphone, por isso, aparelhos com pouca memória acabam ficando sem atualizar e alguns deixam até de funcionar). O segundo ponto é a memória RAM e processador (devemos ficar sempre de olho se o aparelho oferece um bom processador e quantidade de memória suficiente para evitar travamento do smartphone). O terceiro é a bateria (para quem está sempre usando o celular em modo de rede 3G, 4G ou até mesmo Wi-Fi o consumo da bateria é grande e para não ficar na mão, a escolha de um aparelho com bateria de maior miliampère-hora (mAh) é essencial). O restante depende do gosto de cada um, no caso resolução da câmera, resolução e tamanho da tela, etc.

André Pereira
Professor do Departamento de História da UFES, Doutor em Ciência Política pelo IUPERJ e Pesquisador do Laboratório de Estudos de História Política e das Ideias (LEHPI/UFES)

Pergunte a quem sabe_André

Como identificar as habilidades do candidato para os cargos eletivos (prefeitos, vereadores, senadores, etc)?

Os políticos são eleitos com o objetivo de colocar em funcionamento o que as pessoas esperam. Por exemplo, se o eleitorado de Fulano deseja que o governo tenha políticas sociais, ele deve ser colocá-las em prática e não cumprir um mandato que corte gastos naquilo que ele prometeu. Portanto, os eleitores devem ter clareza do que desejam, do custo daquela política pública (se há recursos, se é algo realista), votar em quem tem propostas coerentes com esses desejos e, posteriormente, cobrar o seu cumprimento.

O que caracteriza o bom político?

O bom político é aquele que representa os interesses dos seus eleitores, que mantém o contato com eles de forma fácil e descomplicada; que responde às suas demandas, fazendo reuniões constantes em instituições (igrejas, sindicatos, associações). Ele também deve ser coerente na sua filiação a um partido político, que tenha programa claro e uma posição com relação aos governos que não seja a de obter benefícios para os seus filiados, mas sim na defesa de políticas públicas para todos. Ou seja, é preciso ter posição.

Arlete Frank Dutra
Gerente de Vigilância em Saúde da Prefeitura de Vitória

Por que determinadas doenças, como o Zika vírus, acabam virando um surto epidemiológico?

Algumas doenças viram surto quando, dois ou mais casos, ocorrem em locais circunscritos, como instituições, escolas, domicílios, bairros ou comunidades. Aliados à hipótese de que tiveram, como relação entre eles, a mesma fonte de infecção, de contaminação ou o mesmo fator de risco, além de igual quadro clínico e ocorrência simultânea. No caso do Zika vírus, a doença já é considerada epidemia, pois o vírus circula em vários Estados e municípios. A epidemia de determinadas doenças caracteriza-se pelo aumento do número de casos acima do que se espera, comparado à incidência de períodos anteriores. O mais importante, contudo, é o caráter desse aumento descontrolado, brusco, significativo e temporário.

Por que o combate ao mosquito Aedes aegypti é tão difícil?

O aedes aegypti é um mosquito com hábitos urbanos, que vive no interior das residências ou a poucos metros das casas. As fêmeas precisam do sangue humano para fabricar seus ovos. Para sua proliferação, basta ter água parada e acumulada dentro de algum recipiente. Cerca de 70% dos criadouros do mosquito estão dentro das residências e seu controle ainda tem sido feito pelo poder público, por meio do trabalho constante dos Agentes de Combate a Endemias, que têm como rotina, visitar os imóveis a cada dois ou três meses. Outro fator é que, grande parte da população, ainda não despertou para uma conscientização coletiva da responsabilidade que todos têm para com o controle do vetor. O poder público precisa priorizar áreas de risco de transmissão da doença e a população deve imprimir a cultura da faxina semanal no seu domicílio para eliminação de criadouros do mosquito aedes aegypti que representa uma tripla ameaça para a saúde pública do Brasil.

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Arquidiocese

Fundada em 1958 e abrangendo 15 municípios do Estado do Espírito Santo conta com 73 paróquias. Desde 2004 D. Luiz Mancilha Vilela é o arcebispo da arquidiocese.

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