buscar
por

‘‘O AMOR VIROU CONSÓRCIO, COMPROMISSO DE NINGUÉM’’

‘‘O AMOR VIROU CONSÓRCIO, COMPROMISSO DE NINGUÉM’’
Pe. Zezinho, SCJ

Img_ext_mai_07

Alguns compositores cristãos em suas canções, falam da seriedade do matrimônio cristão, e uma das que mais nos leva a uma profunda reflexão é a canção “Utopia”, de autoria do Padre José Fernandes de Oliveira, SCJ, conhecido Popularmente como Pe Zezinho que na décima estrofe nos diz :“O amor virou consórcio, compromisso de ninguém”..

Se prestarmos atenção, a frase nos remete à ideia do desrespeito do amor entre o casal. Entende-se por Consórcio um tipo de compra desejada, onde paga-se um lance recebe-se o produto e quando o mesmo não tem mais serventia, vende-se, tentando-se outra compra, como um objeto qualquer.

Tal pensamento tem produzido uma verdadeira calamidade na sociedade pelo crescente número de divórcios a cada dia, causando o aniquilamento da família e tendo como consequências crianças e jovens desorientados na vida.
O matrimônio não pode e nem deve ser consórcio… O matrimônio deve partir de uma vocação (chamado) e de uma decisão planejada (a dois) firmada nos sólidos alicerces do compromisso e da fidelidade.

Um casal tido como cristão não vive seu Matrimônio “de qualquer jeito”, como se o casamento fosse uma formalidade que serve aos desejos egoístas de duas pessoas que querem apenas “Uma celebração dos Sonhos”…

O casamento não é uma invenção criativa da mente humana e sim uma instituição divina, uma dádiva pelo qual Deus demonstra o seu propósito para a humanidade. Podemos dizer então que a união do casal é a esperança de se ter famílias comprometidas com a construção, não de casas, mas de corações abertos à vida, à doação e ao compromisso vivido no dia a dia, mediante o exercício da paternidade / maternidade responsável ao redor da mesa buscando alimento e força na Palavra de Deus, na Eucarística, e outras celebrações.

Infelizmente muitos que se dizem cristãos parecem não entender este propósito divino concebendo uma visão equivocada de que o enlace matrimonial seria apenas um evento social marcado por uma bela festa, roupas especiais, fotos, flores e com ideias como “vamos experimentar, para ver se dá certo” ou “Se não der certo separa”.

O casamento não é um consórcio e o amor muito menos. E sabe porquê? Consórcio a gente faz para adquirir objetos. Consórcio não se aplica a pessoas e amor jamais será um negócio. Pe. Zezinho, sabiamente, percebeu isso em 1975. Já passou um bom tempo, não deixemos o amor virar consórcio.

Carlos José Fernandes
Diácono Permanente
Arquidiocese de Vitória-ES

editor1

Arquidiocese

Fundada em 1958 e abrangendo 15 municípios do Estado do Espírito Santo conta com 73 paróquias. Desde 2004 D. Luiz Mancilha Vilela é o arcebispo da arquidiocese.

Mais posts do autor

COMENTÁRIOS