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O AMOR REUNIDO EM TORNO DA MESA

O hábito de reunir familiares em torno da mesa para grandes encontros, significa além do prazer, uma necessidade do ser humano.

Na agitada vida cotidiana é comum que cada membro da família tenha horários e locais de almoços distintos, e com isto muito se perde. Ficamos sem aquele contato, aquela conversa com quem gostamos e assim partilhamos cada vez menos, perde-se aos poucos a parceria, a intimidade.

Mas em meio a isto, muitas famílias ainda mantêm a tradição do almoço de domingo com todos reunidos.

Pode parecer pouca coisa, mas um estudo americano realizado com mais de 4.500 jovens de 11 a 18 anos, apontou que os adolescentes que comiam em família com frequência, se mostravam menos propensos a fumar, beber e usar drogas. A pesquisa indicou também uma menor incidência de depressão e de pensamentos suicidas entre as crianças e adolescentes que comiam com os pais, além de melhores resultados na escola.

Este momento de partilha e contato em família nos ensina muita coisa. Ali aprendemos a ouvir, a expressar as nossas opiniões, a cooperar e saber mais de nossa família e de nós mesmos.

Não é uma tradição nova e para nossa cultura cristã, possui um caráter religioso. Segundo o doutor em Teologia, César Teixeira, “comer junto à mesma mesa expressa o sentido de unidade e coesão para quem vive a comunhão. Este sentido de unidade e coesão legitima os interesses comuns, garantindo a sobrevivência. Assim, pode-se afirmar que a mesa é o lugar de unidade e coesão, como estas fazem a mesa de comunhão”.

Que hábito gostoso é este encontro de família. A preparação do almoço sempre permeado de histórias e cumplicidade, onde os jovens podem observar esta interação e aprender como são as relações e a necessidade de construir ambientes saudáveis como este. São momentos que ficarão para sempre em nossa memória afetiva, daqueles que quando lembramos sentimos cheiros, sabores e ouvimos as risadas.

Se em sua família não há este hábito, por que não começar agora? Que tal uma macarronada ou um “junta pratos” na casa dos avôs? Ou quem em cada final de semana na casa de um?

Ensine para os seus filhos a importância deste contato familiar para que a independência deles não signifique distância e sim um maior fortalecimento dos laços que nos unem com amor.

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Vander Silva
Professor e jornalista

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Arquidiocese

Fundada em 1958 e abrangendo 15 municípios do Estado do Espírito Santo conta com 73 paróquias. Desde 2004 D. Luiz Mancilha Vilela é o arcebispo da arquidiocese.

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