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Nossas dores nas mãos de Nossa Senhora

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Nossa Senhora das Dores ou Mater Dolorosa (Mãe Dolorosa) é um dos vários títulos que a Virgem Maria recebeu ao longo da história. Celebrada em 15 de setembro, é lembrada, de maneira especial, durante a Semana Santa, na narrativa do encontro de Maria com seu filho Jesus, a caminho do Calvário.

O culto iniciou-se em 1221 na então Germânia, hoje, Alemanha. A festa, como hoje a conhecemos, teve início em Florença, na Itália, em 1239 e era celebrada com o nome de Nossa Senhora da Piedade e da Compaixão. No século XVIII, o papa Bento XIII determinou, então, que se passasse a chamar de Nossa Senhora das Dores. A partir daí a devoção ganhou o mundo.

Aqui no estado, a primeira igreja dedicada a ela data de 1899, no distrito de Melgaço, área da Paróquia de Santa Isabel, Domingos Martins. Atualmente, segundo a coordenadora da comunidade, Aurea Bullerjahn Schefel, 45 famílias moram no local e mantém viva a devoção a Nossa Senhora. “Ela sentiu a dor de ver seu filho na cruz e, dor, todos nós temos, por isso se procuramos socorro, Ela atende.”

O coordenador de outra comunidade dedicada à Nossa Senhora das Dores, no bairro Grande Vitória, em Vitória, concorda com Aurea. Emocir Demétrio de Lima afirma que às vezes são as dores que nos aproximam da Mãe. “As pessoas que passam por alguma enfermidade, se tornam mais próximas da santa, buscando a cura e se tornam mais devotas, em oração.”

Ao ver o amado filho carregando a pesada cruz, torturado e sofrido, coroado de espinhos e ensanguentado, a dor da Mãe de Deus foi tão profunda que nos faz refletir sobre nosso papel de cristão. Quais são as dores que nossa sociedade tem carregado? Por quais delas somos responsáveis? O que temos feito para amenizá-las?

Nossa Senhora das Dores nos faz compreender a necessidade de unir nossos sofrimentos aos de Cristo. Quanto mais um cristão se aproxima de Cristo, tanto mais ele deve, igualmente, aproximar-se da cruz.

E tudo isso acontece sem pressa, é o que acredita o coordenador da comunidade dedicada a Mãe das Dores em Vista da Serra 2, em Serra, Veni Franholz. “Fiz um pedido a santa por problemas de relacionamento familiar. A cada dia vejo a graça sendo alcançada. Os passos de Nossa Senhora são lentos e a graça plena acontece no dia e hora certa.”

ONDE CELEBRAR

ÁREA VITÓRIA

Comunidade no bairro Grande Vitória.

ÁREA SERRA-FUNDÃO

Comunidade em Vista da Serra 2.

ÁREA SERRANA

Comunidade em Rio Pena (Domingos Martins) e Monte Santo (Brejetuba)

Oração

Virgem Mãe tão santa e pura, vendo eu tua amargura, possa contigo chorar. Que do Cristo eu traga a morte, sua paixão me conforte, sua cruz possa abraçar! Em sangue as chagas me lavem e no meu peito se gravem, para não mais se apagar. No julgamento consegue que às chamas não seja entregue quem soube em ti se abrigar. Que a santa cruz me proteja, que eu vença a dura peleja, possa do mal triunfar! Vindo, ó Jesus, minha hora, por essas dores de agora, no céu mereça um lugar. Amém.

NA ARQUIDIOCESE DE VITÓRIA, 04 COMUNIDADES SÃO DEDICADAS A SANTA.

As sete dores de Nossa Senhora

A Ordem dos Servos de Maria foi responsável por criar esta devoção que nos lembram os momentos de sofrimento e entrega de Maria ao seu Senhor.

1. A profecia de Simeão sobre Jesus (Lucas, 2, 34-35)

2. A fuga da Sagrada Família para o Egito (Mateus, 2, 13-21);

3. O desaparecimento do Menino Jesus durante três dias (Lucas, 2, 41-51);

4. O encontro de Maria e Jesus a caminho do Calvário (Lucas, 23, 27-31);

5. O sofrimento e morte de Jesus na Cruz (João, 19, 25-27);

6. Maria recebe o corpo do filho tirado da Cruz (Mateus, 27, 55-61);

7. O sepultamento do corpo do filho no Santo Sepulcro (Lucas, 23, 55-56).

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Arquidiocese

Fundada em 1958 e abrangendo 15 municípios do Estado do Espírito Santo conta com 73 paróquias. Desde 2004 D. Luiz Mancilha Vilela é o arcebispo da arquidiocese.

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