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Mulheres Mil

ESCOLAS TÉCNICAS FEDERAIS IDENTIFICAM VULNERABILIDADES SOCIAIS E DESENVOLVEM PROJETOS ESPECÍFICOS PARA DEMANDAS LOCAIS.

Com o objetivo de incluir mulheres em situação de vulnerabilidade social o Programa Mulheres Mil chegou a Vitória e teve como porta de entrada o grupo de mulheres paneleiras da região da Grande Goiabeiras.

O Campus do IFES em Vitória, que aderiu à proposta, já está com a segunda turma e realizando o que o Programa se propõe: elevar a escolaridade das mulheres e proporcionar condições de inclusão no mercado de trabalho. Na primeira turma, das paneleiras, tudo começou na reunião com a presidente da associação. Depois, todas foram convidadas e manifestaram as necessidades reais. A partir daí a coordenação desenvolveu um projeto específico para atender as demandas surgidas e, finalmente, foi dado início à capacitação profissional que durou em torno de 4 meses.

Maria José de Resende Ferreira que estuda o gênero feminino há vários anos é coordenadora do projeto e fala com entusiasmo das reações da comunidade beneficiada, dos professores que lecionam, dos alunos que atuam como voluntários e, principalmente, dos progressos individuais que envolvem a auto-estima e a interação escola/sociedade. Ela é “Mulher Mil”. Conversando com ela percebe-se que, além dos propósitos comuns que o Mulheres Mil se propõe, o envolvimento pessoal da comunidade, dos professores e voluntários traz benefícios para todos. No caso das paneleiras o curso foi de Gestão e Relacionamento com o Cliente sendo composto por aulas de Inglês, Espanhol, Informática, Matemática Básica e Economia Solidária. Foi nesta disciplina que o grupo discutiu sobre leis trabalhistas e atendimento ao cliente. O grupo respondeu bem e no término organizaram um baile e jantar de formatura no galpão em Goiabeiras, voltando para casa com mais bagagem e mais conhecimento e deixando no IFES aos professores e voluntários a certeza de que o ambiente escolar interagindo com a comunidade só favorece o crescimento mútuo.

O Programa no Campus de Vitória está com a segunda turma, as desfiadeiras de siri do Bairro São Pedro. Este grupo foi identificado por ter características semelhantes ao primeiro e assim favorecer a utilização do projeto e plano de aula, porém, neste caso a adesão da comunidade foi menor e o trabalho de identificar pessoas, motivá-las e fazer as inscrições foi mais demorado. Ao contrário das paneleiras que fizeram a divulgação boca-a-boca, a comunidade das desfiadeiras contou com a ajuda dos agentes de saúde para identificar as mulheres e das escolas da prefeitura para realizar as inscrições.

A partir de agora o Governo vai ligar o Mulheres Mil com o PRONATEC, Programa Nacional de Acesso Técnico e Emprego, e a gente vai continuar a parceria com a escola de EJA, Educação de Jovens e Adultos porque ali está o público. “Ao mesmo tempo que lá, as mulheres fazem escolarização, elas vêm para cá fazer uma qualificação”, disse a coordenadora e acrescentou “A gente sabe que elas não vão melhorar de vida, mas elas retornam à escola, percebem que aqui (IFES) também é espaço de mulheres e de pessoas pobres”.

PRIMEIRA TURMA

100 mulheres divididas em três turmas, com aulas duas vezes na semana compondo uma carga horária de 160 horas.

PROCESSO DE ADESÃO AO PROGRAMA

Convidados pelo Governo Federal por chamada pública, os Institutos fazem um plano de adesão.

Se contemplados devem identificar uma comunidade e junto com ela levantar as necessidades da mesma.

Elaborar o projeto para a demanda identificada.

Executar o projeto

ADESÃO DOS ALUNOS DO IFES

O recrutamento dos alunos para o voluntariado acontece nas aulas do curso de licenciatura onde Maria José leciona. No primeiro dia de aula ela se apresenta e fala dos projetos. Os alunos que se interessam tornam-se voluntários e a adesão depende da sensibilidade para as questões sociais e da disponibilidade do aluno. A próxima turma que inicia em agosto já conta com dez voluntários. Para participar inscreve-se, assina um contrato de voluntariado e depois é gerenciado pela coordenação do projeto. As aulas sempre são ministradas por professores, mas os alunos podem auxiliar o professor ou prestar outros serviços, de mobilização, divulgação, inscrições e mesmo tarefas administrativas, como listas de chamadas, folha de pagamento, contatos, etc.

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Arquidiocese

Fundada em 1958 e abrangendo 15 municípios do Estado do Espírito Santo conta com 73 paróquias. Desde 2004 D. Luiz Mancilha Vilela é o arcebispo da arquidiocese.

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