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Milagres, respostas de fé

A Igreja Católica sempre zela para que os fiéis tenham uma reta compreensão de sua doutrina e alcancem a Verdade por meio da Fé e da Razão. Seguindo esse raciocínio, serão apresentados alguns princípios fundamentais da doutrina católica sobre milagres.

Conceitualmente, milagre é um fato resultante da intervenção direta de Deus, pois as causas naturais não poderiam gerar tal acontecimento, superando as explicações científicas.

A Igreja Católica não estimula uma visão “milagreira” de Jesus Cristo e dos Santos. Sequer coloca os Santos como aqueles que operam os milagres. O único mediador entre o Pai e nós é Jesus Cristo. Deus realiza os milagres; mas, a Igreja define a intercessão dos Santos como verdade de fé.

O ensinamento doutrinal da Igreja é claro: “pelo fato dos habitantes do Céu estarem unidos mais intimamente com Cristo, consolidam com mais firmeza na santidade toda a Igreja. Eles não deixam de interceder por nós ao Pai, apresentando os méritos que alcançaram na terra pelo único mediador de Deus e dos homens, Cristo Jesus. Por conseguinte, pela fraterna solicitude deles, nossa fraqueza recebe o mais valioso auxílio”, afirma o Catecismo da Igreja Católica (nº 956), citando a Constituição Dogmática Lumen Gentium nº 49. Portanto, os milagres não são realizados pelos Santos; mas atribuídos à sua intercessão junto ao Pai, por meio de Jesus Cristo.

O Catecismo apresenta uma interpretação claríssima sobre o significado dos milagres realizados por Cristo. Ele não realizou milagres para mostrar poderes mágicos. Os milagres de Jesus Cristo são sinais de sua divindade, revelando que Ele é verdadeiramente e plenamente Deus. Atestam que Jesus é o Messias – o Filho de Deus –  anunciado desde o Antigo Testamento e que o Pai o enviou. São verdadeiros convites para que todos creiam Nele. Revelam que Ele veio libertar as pessoas da mais grave escravidão: a do pecado (At 2, 22; Jo 5, 36; Jo 8, 34-36; Jo 10, 31-38).

Os milagres realizados por Jesus expressam a ação divina em favor das pessoas e acenam para realidades mais profundas, como por exemplo,  o milagre da multiplicação dos pães. Quando o Senhor proferiu a bênção, partiu e distribuiu os pães a seus discípulos para alimentar a multidão, estava antecipando de modo figurado a extraordinária abundância do único Pão da Eucaristia.

Assim, ao contemplar as graças e os milagres alcançados com a intercessão dos Santos junto ao único mediador Jesus Cristo, reconheçamos a suprema misericórdia de Deus dando-lhe uma resposta de fé.

Vitor Nunes Rosa
Professor de Filosofia na Faesa 

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Fundada em 1958 e abrangendo 15 municípios do Estado do Espírito Santo conta com 73 paróquias. Desde 2004 D. Luiz Mancilha Vilela é o arcebispo da arquidiocese.

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