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Mesa da Palavra

Viver o Mistério
Ceia 5

Mais do que definições do Mistério celebrado, permanece o desafio de, em todos os tempos da experiência cristã, os cristãos aprofundarem e integrarem a centralidade da liturgia como sacramento de vida e salvação, e particularmente através da ceia eucarística, conforme as experiências neotestamentárias, como também segundo a tradição legada dos santos padres na Igreja, no primeiro milênio. Cristo é a cabeça e o alicerce da única Igreja, a qual é indivisível: é o que celebramos ao participarmos, ritualmente, de um único pão e de um único cálice. Esta referência pode ser percebida na imagem da Santa Ceia, de Ugolino di Nerio (séc. XIV). E, mesmo existindo as numerosas comunhões (igrejas) cristãs como expressões da presença de Cristo e sua continuada missão, urge que os cristãos reconheçam e aprofundem a presença do seu Mestre em sua manifestação nas assembleias litúrgicas, que se reúnem para dele fazer memória, ao celebrar a sua Palavra e a sua ceia mística: é a partir do Mistério celebrado que a Igreja encontra sentido e impulso para o seu testemunho missionário, na superação das divisões e no empenho à unidade do povo de Deus, conservando o mandamento novo do amor como vínculo de diálogo e integração.

Fr. José Moacyr Cadenassi, OFMCap

O Beijo no altar

É comum observarmos no início da celebração da Eucaristia que o presidente da celebração e os concelebrantes beijam o altar logo que chegam ao presbitério (cf. Cerimonial dos Bispos, 73) Por que isso? O sinal é uma expressão de reverência, veneração, respeito a Cristo. Desde a antiguidade, nas casas de famílias e também nos conventos, já era comum beijar a mesa das refeições, por ser considerada um lugar sagrado. Os cristãos da primeira era, para evitar confusão com o paganismo, evitavam esse sinal. Mais adiante, no final do século IV, o altar passou a ser considerado representação simbólica de Cristo que é pedra angular e o gesto foi incorporado à liturgia cristã. Este gesto está reservado somente aos ministros ordenados (diáconos, bispos e padres).

Marcus Tullius
Comissão Arquidiocesana de Liturgia

Mesa da Palavra
“Minha mãe e meus irmãos são aqueles que ouvem a palavra de Deus e a põem em prática” (Lc 8,21).

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Como “povo da escuta”, nos reunimos ao redor da Mesa da Palavra. Esta exprime o lugar teológico do encontro com o Senhor que fala ao seu povo através das Sagradas Escrituras.

O espaço celebrativo do pós Concílio Vaticano II quer evidenciar a importância e dignidade da Palavra de Deus, aproximando-a mais da assembleia reunida. A Igreja orienta que seja peça única, de nobre beleza e não uma simples estante; disposta em lugar visível para promover a maior participação.

O projeto de adaptação litúrgica da igreja Jesus Operário, em Ataíde, quer colocar em prática estes critérios. O lugar da Palavra, destacado pelo piso, realça a Mesa em mármore, estrutura fixa e estável, com forma e material em unidade com o Altar e a Cadeira, como local de anúncio do Cristo vivo.

Raquel Tonini R. Schneider
Comissão Arte Sacra e Bens Culturais da Arquidiocese de Vitória,
Setor Espaço Celebrativo – CNBB

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Arquidiocese

Fundada em 1958 e abrangendo 15 municípios do Estado do Espírito Santo conta com 73 paróquias. Desde 2004 D. Luiz Mancilha Vilela é o arcebispo da arquidiocese.

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