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Marcos de colonização

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Os lugares mais altos de qualquer localidade, desde os tempos coloniais, eram pontos estratégicos para observação e limite dos espaços públicos.

Os viajantes utilizavam um marco da paisagem natural (como a pedra do Frade e da Freira ou o morro do Mestre Álvaro) para servir de referência ao se deslocarem em alto mar ou em meio às matas do interior do Brasil.

Dentre as práticas de demarcação de território e localização desenvolveu-se a técnica de fixar, sempre que uma nova povoação era iniciada, uma grande cruz ou cruzeiro, no ponto mais alto da região. Uma maneira dos viajantes se localizarem quanto à proximidade de determinado vilarejo.

Com o passar dos anos esses pontos foram se desenvolvendo. Alguns deixaram de existir, dando lugar às pequenas capelas e, posteriormente, às igrejas das cidades. Outros ganharam apenas uma cruz mais bem acabada e tornaram-se local de peregrinação (como o Morro do Cruzeiro em Alegre e em Muniz Freire).

Em Domingos Martins, o Marco da Colonização, com uma cruz, identifica o local exato onde se instalaram os primeiros imigrantes alemães (às margens da BR 262, próximo à Pousada Vista Linda) definindo onde ficou abrigado o acampamento primitivo e um cemitério dos primeiros moradores da região.

Outro espaço importante, o Pico do Cruzeiro, com 2.852 metros de altitude, compõe o conjunto de montanhas que formam o Parque Nacional do Caparaó e demarca a localização mais alta da região Sudeste do Brasil.

Diovani Favoreto
Historiadora 

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Arquidiocese

Fundada em 1958 e abrangendo 15 municípios do Estado do Espírito Santo conta com 73 paróquias. Desde 2004 D. Luiz Mancilha Vilela é o arcebispo da arquidiocese.

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