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LUA: FATOS E MITOS

A Lua cheia nascendo no horizonte encanta a todos, astrônomos ou não. Desde que “o mundo é mundo”, nosso satélite exerce um enorme fascínio, instigando nossa imaginação, enriquecendo nossas histórias, contos e cantigas.

Dos gregos antigos aos índios brasileiros, este astro aparece sob diversas nuances, interpretações e explicações. Como a verdadeira natureza deste objeto celeste não era acessível às culturas antigas, muitas lendas e mitos surgiram em torno do nosso satélite natural. Um dos mais antigos mitos acerca da Lua é seu tamanho aparente. Muitas pessoas pensam que a Lua é do tamanho do Sol, e esta impressão é causada porque nosso satélite está bem mais próximo da Terra do que o Sol. No entanto, se Lua e Sol fossem colocados lado a lado, ela teria de um tamanho insignificante.

E quanto às fases lunares? São realmente quatro?

A rigor, se olharmos para a lua todos os dias, ela apresentará fases diferentes, voltando a repetir-se em um período de aproximadamente 28 dias. Neste caso, haveria 28 fases. E se olhássemos de hora em hora? Então seriam 672 fases (28 dias x 24 horas).

Seja como for, as fases cheia, nova, quarto-crescente e quarto-minguante, são apenas quatro fases específicas que ocorrem em um dia e horário específicos.

Outra velha crença ligada ao nosso satélite, refere-se à influência das fases sobre os cultivos de plantas ou o corte de cabelos. Como esta é uma crença muito difundida no meio rural e tem raízes históricas, alguns pesquisadores, ao redor do mundo, resolveram investigá-la cientificamente, e mostraram não haver qualquer relação. O mesmo vale para os cortes de cabelo em fases específicas.

Outro forte mito acerca das fases lunares, trata-se do nascimento de bebês. Até mesmo os médicos e enfermeiras acham que há mais nascimentos em uma determinada fase da Lua. Pesquisas ao redor do mundo também foram conduzidas para averiguar esta hipótese, mostrando que também não há nenhuma relação.

Nos dias de hoje, a Astronomia nos explica o que é a Lua, bem como sua origem e evolução. Graças as observações por meio de telescópios na Terra e as missões espaciais que orbitaram ou desceram neste astro, hoje sabemos mais sobre nosso satélite do que qualquer civilização antiga. Conhecer cientificamente a lua não diminui o fascínio por ela. Muito pelo contrário, só aguça nossa vontade de conhecer mais profundamente aquela que um dia poderá vir a ser nosso segundo lar.

Sandro R. De Souza
Astrônomo e professor

 

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Fundada em 1958 e abrangendo 15 municípios do Estado do Espírito Santo conta com 73 paróquias. Desde 2004 D. Luiz Mancilha Vilela é o arcebispo da arquidiocese.

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