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Jesus, o príncipe da paz

O mundo clama e anseia por paz. Sensível a esse clamor popular e fruto de uma profunda reflexão sobre os motivos da violência, a Arquidiocese de Vitória lançou na Solenidade de Cristo Rei, 22 de novembro, o Ano da Paz.

Vivemos no meio da violência, vista e experimentada na morte de pessoas por crimes banais, na justiça com as próprias mãos, nas manifestações e destruição do patrimônio público e particular, na falta de diálogo e convivência respeitosa.

Vivemos no meio da violência, no desrespeito às leis de trânsito que matam e mutilam pessoas, na violência contra a mulher, os jovens, na violência do sistema financeiro. Além disso, vemos uma violência causada pela corrupção que atinge os pobres, doentes, marginalizados. A violência nos assusta! A lista é grande.

Recordamos ainda a situação do tráfico humano no país, abordado pela Campanha da Fraternidade deste ano. A Organização Internacional do Trabalho (OIT) atenta para o aumento de vítimas que já somam 21 milhões de pessoas. O tráfico humano é, também, a terceira atividade criminosa mais rentável do mundo, atrás apenas do tráfico de armas e de drogas, movimentando mais de 32 bilhões de dólares por ano.

A violência não acontece por acaso. É uma consequência. Uma reação à falta de justiça, à desintegração da família e das instituições, à educação sem valores e princípios fundamentais, ao individualismo crescente, à adoração do dinheiro, à valorização distorcida do ter, do poder.
Existe um vazio de valores vitais, no âmbito da família e da sociedade, mas principalmente no coração das pessoas. Esse sentimento desperta para a violência e destrói a dignidade da vida e a liberdade do ser humano.

A violência é vencida com atitudes de paz, como entrevemos em Jesus na Cruz. O Papa Francisco tem sido um pregador assíduo de uma paz possível entre as pessoas. A fé desperta para uma acolhida que supera a força dos violentos, transmitindo a graça e o poder do Reino de Deus! É preciso desarmar os corações para armar uma sociedade melhor.

Vamos aproveitar os diversos meios que temos à disposição para promover a paz. Poderíamos começar com o mais simples e mais próximo: na nossa família, na nossa comunidade, no nosso ambiente de trabalho.

A paz se constrói com gestos, palavras e atitudes concretas. Há necessidade que a fraternidade seja descoberta, experimentada, anunciada e testemunhada. A paz concreta para nós é fruto de uma espiritualidade, de uma comunhão com Deus, de um desejo de vivermos profundamente a vontade de Jesus o Príncipe da Paz: “Amai-vos uns aos outros, como eu vos amei”! Amor doação, entrega e perdão.

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Arquidiocese

Fundada em 1958 e abrangendo 15 municípios do Estado do Espírito Santo conta com 73 paróquias. Desde 2004 D. Luiz Mancilha Vilela é o arcebispo da arquidiocese.

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