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GRATOS PELA FÉ E A CARIDADE

Este mês de novembro predomina em meu coração a ação de graças. Principalmente ação de graças porque Deus nos convida a sermos santos. Celebramos a Festa de Todos os Santos.Entendo que esta festa litúrgica quer chamar a nossa atenção para o fato de não existir privilegiados ou excluídos na busca e compromisso de viver na santidade. Todos precisamos ser santos porque Deus é santo (cf. 1 Pd 1, 15-16). Ele é a nossa origem, a nossa força em nossa caminhada e o nosso destino enquanto convivência feliz e eterna (cf. At 17, 28).

Damos graças a Deus também pelos irmãos falecidos. Oramos por eles para que todos se abram à Misericórdia de Deus e se encontrem com o Senhor nosso Deus, nossa alegria definitiva e paz eterna! (cf. 2 Mac 12, 44).

Damos graça a Deus pelo Dia do Pobre, instituído pelo Santo Padre, o Papa Francisco que será no próximo dia 18 deste mês. Pois bem, como no ano passado, será este dia o ponto de partida em nossa Arquidiocese em direção ao Natal do Senhor. Natal para todos! O que desejamos dizer com essa expressão “Natal para Todos”? É o desafio da caridade social, expressão de nossa fé cristã. O Cristianismo não é uma teoria ou uma ideologia. Cristianismo é vida de fé comprovada na caridade. Fé em Nosso Senhor Jesus Cristo que veio ensinar-nos o caminho a seguir neste mundo, um estilo próprio de vida como ele expressa: “o que vos mando é que vos ameis uns aos outros” (Jo 15,17) e “orai pelos inimigos” (Mt 5, 44). Jesus veio revelar-nos a Verdade sobre nós e sobre o mundo sobre o sentido de nossa vida, sobre Deus que é Pai, Filho e Espírito.

O “Natal para Todos” quer justamente colaborar para que todos os cristãos reflitam e assumam esta vocação, esta convocação que Deus nos faz todo os dias. O Dia do Pobre e a Festa Litúrgica do Natal do Senhor são motivações e convocações para que todos nós reavivemos a fé e que esta fé seja comprovada na caridade. O Dia do Pobre não só é uma convocação para que nós sejamos caridosos e nos voltemos para os mais necessitados, mas é também uma denúncia ao pecado do egoísmo cometido por uma sociedade perversa que gera tanta miséria. O Natal como é a celebração de Deus conosco, isto é, o Amor misericordioso de Deus veio até nós para nos trazer Vida e Vida em abundância, sugere-nos respostas de amor, de gratidão e de compromisso. O Natal ultrapassa o Dia do Pobre. O Natal é para todos, isto é, a fé deve levar-nos a olhar para todos os seres humanos, sem exclusão. É uma convocação para todos os que podem fazer algo em benefício do pobre que passa fome, do pobre que está enfermo, do pobre que mora na rua, do pobre intelectual que busca a Deus e não o encontra porque lhe falta alguém que dê testemunho e lhe explique o que precisa fazer para encontrar Deus.

Assim todos os irmãos e irmãs, letrados, cultos ou não, ricos ou não, somos convidados a dar algo de nós mesmos, a organizarmos em nossas paróquias o Natal para todos. A estarmos prontos para servir e prestar o serviço, no qual somos competentes e temos capacidade e saúde para prestar, em favor de nossos semelhantes, necessitados de atenção e de caridade. O Natal não é festa de alguns ou para alguns pobres! O Natal é convocação para todos para que creiamos e comprovemos nossa fé através da caridade segundo os dons que nos foram dados por Deus. Lembremo-nos, um dia morreremos e levaremos da vida a vida que nós tenhamos vivido.

Em tudo demos Graças a Deus, no dia de Ação de Graças!

Dom Luiz Mancilha Vilela, sscc
Arcebispo Metropolitano de Vitória

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Arquidiocese

Fundada em 1958 e abrangendo 15 municípios do Estado do Espírito Santo conta com 73 paróquias. Desde 2004 D. Luiz Mancilha Vilela é o arcebispo da arquidiocese.

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