buscar
por

E O PRESENTE?

Mês de maio chega e com ele vem logo a preocupação do que vou dar no dia das mães. Dia destes dentro do ônibus com um colega tivemos uma conversa muito interessante:

- E aí Julinho, já decidiu o que vai comprar de dia das mães?
- Ainda não e você?
- Acho tudo isto engraçado… é apenas uma data comercial.
- Mas não seria um bom momento para retribuir o carinho e tudo que as mães fazem pela gente?
- Carinho a gente demonstra todo o dia, não precisa de uma data para isto.
- Concordo, mas você demonstra este carinho regularmente?
- …

Aproveitei o silêncio da resposta do meu colega para refletir mais sobre o assunto. O que representa para as mães esta data?

Para elas é importante ganhar presentes e em alguns casos terem que aturar um restaurante lotado de filhos que buscam dar uma compensação por não estarem mais presentes no dia a dia delas?

Parece que o assunto sobre o dia das mães contaminou mais gente dentro do coletivo e antes mesmo de terminar a minha reflexão eu já estava prestando atenção em outra conversa:

- Hoje no almoço vou comprar o presente da minha esposa.
- É aniversário dela?
- Não. Dia das mães.
- Deixa de ser bobo amigo, ela é sua esposa e não sua mãe. Quem tem que dar presente são seus filhos e olhe lá, hein?

Outro drama do dia das mães se apresenta. Tudo bem que minha esposa não é minha mãe, apesar de as vezes se comportar como, ou será que sou eu que ajo como filho? Mas sou muito grato pela presença dela fundamental em nossa família, como mãe, esposa e vários papeis que uma mulher enfrenta dia após dia. Ah, mas ela merece mesmo ser lembrada por mim com carinho neste dia das mães.

E as conversam sobre esta data pipocam no ônibus:

- Perdi minha mãe cedo, fui criada por uma tia e minha avó… no dia das mães são dois presentes (risos) que dou com o maior carinho do mundo.

Nossa, existem mães de todos dos tipos de estilos – e isto não é um comercial de loja de departamentos. Mãe excessivamente zelosa, mãe despreocupada, mãe brava, mãe coleguinha, mãe que acompanha de longe, mãe que invade, mãe que chora, ri, comemora e lamenta junto, ou às vezes escondido. Todas merecem nossa atenção e carinho.

Não sei se bateu uma nostalgia ou se foi consciência pesada mesmo, mas assim que desci do ônibus peguei meu celular e liguei para a minha mãe. Algo simples que faço menos do que sinto que deveria…

- Alô.
-Mãe.
- Julinho? Tudo bem? Aconteceu alguma coisa, meu filho? Onde você está?
- Calma mãe. Só liguei para matar saudades.
- Deixa de história menino que você não me engana. Domingo quero você aqui e não esquece o meu presente, hein?
- (risos)

editor1

Arquidiocese

Fundada em 1958 e abrangendo 15 municípios do Estado do Espírito Santo conta com 73 paróquias. Desde 2004 D. Luiz Mancilha Vilela é o arcebispo da arquidiocese.

Mais posts do autor

COMENTÁRIOS