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Cultura indígena além da Universidade

Plantações inteligentes
Um aplicativo que conecta o agricultor à sua plantação, reduzindo o consumo de água na irrigação, rendeu a uma brasileira de 23 anos uma bolsa para estudar em uma universidade na Califórnia ligada à Nasa. A instituição, que funciona em um centro de pesquisa da Nasa no Vale do Silício, selecionou empreendedores de 19 países para seu programa de imersão “Call to Innovation”. O aplicativo utiliza sensores espalhados pelo campo, que avaliam a umidade do solo e a presença de pragas, entre outros parâmetros. Esses dados são interpretados pelo aplicativo, que indica ao agricultor os intervalos de irrigação e outras variáveis em tempo real.

Construções sustentáveis
A França aprovou recentemente uma lei que obriga os prédios comerciais a terem telhados verdes ou placas solares. Ativistas ambientais franceses queriam que todos os prédios fossem obrigados a utilizar vegetação em todos os telhados, inclusive os residenciais. Mas os parlamentares concluíram que a medida seria muito cara para esse consumidor. Os telhados verdes formam um isolamento de calor e ruído, o que reduz a necessidade de aparelhos de refrigeração durante o calor e aquecimento para o inverno. Além disso, bloqueiam as partículas de poeira, purificam o ar, e retêm água da chuva, além de reduzirem problemas de escoamento durante chuvas fortes. Já os painéis solares convertem a energia do sol em eletricidade, o que dispensa a utilização de fontes não renováveis, como as termoelétricas, por exemplo.

Desmatamento na Amazônia
O Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), ONG de Belém, divulgou levantamento não-oficial que indica o aumento de 195% no desmatamento da Amazônia Legal em março deste ano, comparado com o mesmo mês do ano anterior. O SAD, sistema usado pela ONG, detectou 58km2 de desmatamento na Amazônia Legal em março de 2015. Em março de 2014 o índice era de 20km2. O Imazon ressalta que neste ano foi possível monitorar 47% da área florestal. Os outros 53% estavam cobertos por nuvens, sendo que no ano anterior a cobertura foi de 58%. Por isso, os dados podem estar subestimados, afirma a ONG. Segundo o relatório do Imazon, em março deste ano, o desmatamento se concentrou no Mato Grosso (76%) e no Amazonas (13%).

Tecnologia a favor da vida
O diagnóstico rápido do câncer é um fator determinante para a sobrevida e para a qualidade de vida dos pacientes. A brasileira Priscila Monteiro Kosaka, de 35 anos, doutora em Química pela Universidade de Brasília e integrante do Instituto de Microeletrônica de Madri, pode revolucionar a antecipação do diagnóstico de câncer. Ela desenvolveu um sensor ultrassensível que identifica a doença a partir de um exame de sangue, usando uma técnica chamada de biorreconhecimento, que também poderá ser usada no diagnóstico de hepatite, HIV e do Mal de Alzheimer. Através de biomarcadores, o sensor aponta se o paciente está nos estágios iniciais da doença, antes mesmo de desenvolver os sintomas. O procedimento evita biópsias e outros procedimentos invasivos e possibilita o tratamento nos estágios iniciais da doença, antes que ela sofra metástase. A taxa de erro do sensor é de apenas dois em cada 10 mil ensaios realizados em laboratório. Sem data prevista para estar no mercado, a ideia é que o nanosensor seja ultrassensível e de baixo custo, para que todas as pessoas tenham acesso, em especial na saúde pública.

Cultura indígena além da universidade
A Universidade Federal de Santa Catarina formou a sua primeira turma composta só por índios. O grupo se gradua em Licenciatura Intercultural Indígena do Sul da Mata Atlântica. São 85 alunos das etnias guarani, kaingang e laklãnõ/xokleng, provenientes do Mato Grosso do Sul, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. O curso teve duração de quatro anos, entre aulas na universidade e atividades desenvolvidas nas aldeias. Os estudantes receberam formação para lecionar nas áreas de infância, linguagens, humanidades e conhecimento ambiental indígena. O juramento na colação de grau falou de cultura, liberdade, autonomia, luta pela terra, autodeterminação, alegria e crianças sadias. O discurso dos oradores ressaltou a preocupação com o futuro, a importância das tradições culturais e da demarcação de território indígena.

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Arquidiocese

Fundada em 1958 e abrangendo 15 municípios do Estado do Espírito Santo conta com 73 paróquias. Desde 2004 D. Luiz Mancilha Vilela é o arcebispo da arquidiocese.

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