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Como lidar com crianças pirracentas?

EDUCAÇÃO
Elissa Felipe
Psicanalista

Como lidar com crianças pirracentas?
Educar filhos é uma tarefa difícil e requer dedicação. Recomendo aos pais que façam exercícios diários de reflexão, porque as crianças vão testá-los, o tempo todo. É aos poucos que elas introjetam normas e leis sociais. E o que fazem até aprender? Testam estes limites nos pais para ver o quanto conseguem ser firmes ou não, com elas. Sabem que, em público, vocês, pais, ficam constrangidos e tendem a ceder às suas chantagens. Como se fosse um “jogo”, elas vão sentindo as reações de vocês. Quanto maior a firmeza e segurança que tiverem ao impor as regras para seus filhos, maior será a proteção por eles sentida. Se perguntem onde estão suas próprias dificuldades em impor limites. Vocês precisam refletir, sobre situações em que não conseguem passar segurança do que fazem e analisar situações em que deixam as crianças os vencerem pelo cansaço ou por constrangimento para então acharem suas respostas, individuais e pessoais. Assim, poderão se posicionar de outras formas com seus filhos. Esta postura de questionamento e de reflexão das condutas de pais em relação aos filhos faz parte de uma visão mais ampla da educação das crianças. É um processo de erros e de acertos em que vocês, pais, vão descartando posturas que não lhes servem mais e adquirindo novas formas de ver e agir com seus filhos. Porém, enquanto este processo não se consolida podem acontecer situações específicas, em público, onde crianças esperneiam, gritam e choram, exigindo algo dos pais e estes momentos se configuram em angústias extremas. O que fazer nesta hora? Não ceder ao capricho de seus filhos. Retirá-los do local. Levá-los a um canto onde possam conversar. Sejam firmes na ação e nas palavras! Expliquem às crianças que se trata de comportamento inadequado e que elas não vão conseguir o que querem desta forma, e sim, se comunicando com palavras. Escutem as crianças e o que elas têm a dizer. Desta forma elas vão aprender que, na vida em comunidade, é através do diálogo que interagimos com os outros.

TRIBUTAÇÃO
Victor Nunes Toscano
Presidente do Corecon-ES

Onde é aplicado o IR no Brasil?
Independente do imposto recolhido pelo governo, seu recolhimento não está vinculado a nenhuma despesa específica, com exceção dos repasses obrigatórios previstos em lei. Isso significa que é o governo que define onde será aplicado o dinheiro do Imposto de Renda através dos seus instrumentos de planejamento. O mesmo vale para os demais impostos de competência estadual e municipal, como o IPVA ( Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores) e o IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano).

RELIGIÃO
Pe. Jocemar Zagotto
Vigário da Paróquia Nossa Senhora da Vitória – Catedral

Para onde vamos depois da morte? Seria essa uma pergunta apenas do interesse dos cristãos?
Trata-se de uma pergunta complexa, como também a sua resposta! Ou seria simples, aquela que respondemos de imediato depois de indagados. Depois que morremos vamos para o céu.
Sinto que a resposta vai ao encontro de uma outra e bem forte indagação que nos ajudaria, sem pretensão diante da grande interpelação. Na verdade, quando perguntamos para onde vamos é porque nos resta ainda uma certa incerteza de nossa origem, nos deparando com uma antiga pergunta tão antiga quanto. De onde viemos? Porque aqui estamos e ocupamos um lugar no tempo e no espaço.
Partindo então da realidade tempo e espaço, ascendo para uma reflexão: ontem , hoje, amanhã, que horas, minutos e segundos de nossa existência . Não voltamos ao passado e nem sabemos do amanhã . Mas o presente pode ser a grande chave, o código, o login, a senha que ajuda no desenrolar desse embate do além morte.
Eu penso que nós cristãos encontramos uma passagem para tumba do Faraó, aquele que morreu na grande expectativa de viver para sempre e que, amando muito tudo nessa vida, pediu que colocassem junto com sua mortalha todos os seus bens, os que lhe eram temporais e perecíveis e até fez com que se visualizasse todo o percurso de sua vida em forma de afrescos, pinturas, retratando tudo o que fez. Isso tudo porque acreditava na continuidade, e no eterno.
O quero salientar com essa fala representativa é que nós cristãos encontramos a passagem secreta e já faz um bom tempo que estamos tentando dizer: eu encontrei o caminho, abertura, a porta! A alusão da tumba faz pensar que o caminho percorrido, o que somos e levamos nos dá uma certeza da vida futura e a garantia de poder afirmar com veemência que a vida na eternidade é o encontro da realidade atemporal com a temporal.
A resposta cristã é fantástica uma vez que acreditamos no fato histórico da passagem de Deus em nosso meio. Assim somos e podemos ser audaciosos em afirmar: nossa vida tem futuro! Pense na reflexão Paulina: “ é na certeza daquilo que ainda se espera, a demonstração de realidades que não se veem (Hb 11,1). Novamente retorno à figuração da tumba, o que vivemos com antecipação é uma realidade de imagens e experiência de fé, já vivemos a vida futura, podemos chamá-la de um já e ainda não. Reparem bem no texto do evangelho de Lucas, o da transfiguração ( Lc , 9, 28b 36), em que Jesus se transfigura e transfigura toda realidade temporal. O evangelista não deixa escapar em sua narrativa do fato, aparece na cena, o que foi, o que é e o que está por vir.
O uso desse texto da transfiguração descortina o panorama da morte, que foge aos critérios e conceitos humanos, e que se encerra na pessoa de Deus feito homem, Jesus de Nazaré que nos dá a plena garantia: é morrendo que se vive para a vida eterna.

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Arquidiocese

Fundada em 1958 e abrangendo 15 municípios do Estado do Espírito Santo conta com 73 paróquias. Desde 2004 D. Luiz Mancilha Vilela é o arcebispo da arquidiocese.

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