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Clube de Regatas Saldanha da Gama

Com um passado de conquistas esportivas acumuladas ao longo de 114 anos de história, o Clube de Regatas Saldanha da Gama, assim como seu arquirrival Clube Álvares Cabral, nasceu da paixão dos capixabas pelos esportes náuticos.

Muito antes daqueles idos de 1902, os jovens se engajavam com as regatas (no dia de Santa Catarina) e com as procissões (de São Pedro) que coloriam a entrada da Ilha. Com o passar do tempo as competições de remo mobilizaram toda a população, que corriam para assistir as disputas entre os atletas das principais agremiações esportivas.

O Clube obteve infinitas conquistas ao longo de sua existência, e ainda enviou um representante para as olimpíadas de Berlim. Sim, além de representar o Brasil nos jogos de 1936, o remador Wilson Freitas também representava a bandeira do clube capixaba.

Mas, nem só de esporte viveu o alvirrubro do Forte São João. Dentro de sua sede social (uma fortaleza militar do século XVII) desfilaram as mais importantes figuras da sociedade Espírito-Santense e convidados de renome nacional.

Os concursos de beleza, bailes de carnaval e jantares dançantes agitavam as noites vitoriense e foram abrilhantados com shows artísticos de Cauby Peixoto, Elisete Cardoso, Gal Costa, Maria Bethânia, entre outros.

Infelizmente os tempos áureos ficaram esquecidos num passado longínquo. E, embora as regatas ainda despertem o interesse de competidores e plateias nos domingos em frente ao Penedo, já não mobilizam tanto quanto antes.

Já a sede social do Clube dá ares de revitalização com a possível implantação do Museu da Colonização, no Forte São João, por iniciativa do SESC e da Fecomércio. Aguardemos o que nos reserva a história!

Diovani Favoreto
Historiadora 

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Arquidiocese

Fundada em 1958 e abrangendo 15 municípios do Estado do Espírito Santo conta com 73 paróquias. Desde 2004 D. Luiz Mancilha Vilela é o arcebispo da arquidiocese.

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