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Catraieiros da Baia de Vitória

Como todo grande centro urbano, a Região Metropolitana da Grande Vitória enfrenta diariamente, problemas de congestionamento, devido o excesso de carros nas ruas.

Mas, em paralelo a todo esse transtorno de engarrafamento do Centro alguns milhares de trabalhadores optam por outro meio de transporte menos poluente, mais rápido e eficiente: o transporte por barcos a remo ou catraias, que diariamente fazem a travessia de um ponto próximo à Praça Costa Pereira (Vitória) até um pequeno atracadouro em Paul (Vila Velha).

Entretanto, se engana quem imagina que as Catraias e seus catraieiros são uma novidade do transporte local.

Desde que aqui chegaram os primeiros colonizadores, em 1553, esse é o meio de deslocamento dos moradores da “segunda capital mais antiga do Brasil”.

O donatário da Capitania do Espírito Santo escolheu a ilha de Vitória exatamente por ser segura e isolada do continente. E, assim se manteve até a década de 20 do século XX, quando foi construída a primeira ponte de ligação com Vila Velha. Até então todo o transporte de passageiros e mercadorias era realizados pelos barqueiros e catraieiros.

Os catraieiros transportam seus passageiros contornando entre os grandes navios ancorados no Porto de Vitória e atravessam a Baia exatamente como seus ancestrais. Mas, essa atividade está constantemente em risco, uma vez que, o espaço de movimentação está cada vez menor e o projeto de expansão do Porto não contempla diretamente esses pequenos trabalhadores e sua atividade centenária.

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Arquidiocese

Fundada em 1958 e abrangendo 15 municípios do Estado do Espírito Santo conta com 73 paróquias. Desde 2004 D. Luiz Mancilha Vilela é o arcebispo da arquidiocese.

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