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CADÊ MINHA CASA QUE ESTAVA AQUI?!

A biodiversidade do nosso planeta está cada dia mais ameaçada. É o que diz o relatório “Planeta Vivo 2018”, da organização não governamental WWF (World Wildlife Fund). Populações globais de animais selvagens diminuíram em média 60% em pouco mais de 40 anos devido aos impactos da ação humana.

Um destes impactos é o aumento da urbanização sem planejamento, o que causa diminuição de florestas e áreas verdes. A ONU estima que em 2017 a população mundial chegou a 7,6 bilhões, dos quais 55% vivem nos grandes centros urbanos. Dessa forma, com cada vez menos área natural para se viver, os animais selvagens estão se aproximando das cidades e criando formas de se adaptar a esse cenário.

Podemos reconhecer diversos tipos de pássaros sobrevoando a cidade. Um exemplo é o Carcará, uma ave de rapina que se arrisca menos, ocupando áreas mais afastadas e florestadas. Muito comum ver Corujas Buraqueiras se estressando com os cachorros nos passeios na areia da praia. Aves são animais mais fácies de se adaptarem à vida urbana já que, pela capacidade de voo, não são presas fáceis. Além disso a alimentação é farta. Enquanto no meio rural a comida destes animais está cada vez mais nociva por conta de agrotóxicos, nas cidades nós humanos provemos o necessário. Atire o primeiro grão de milho quem nunca deu comida aos passarinhos, seja num parque, numa praça ou no quintal de casa.

O Sagui da Cara Branca é uma espécie de primata endêmica do Brasil que se tornou bem tolerante a ambientes perturbados, como é o caso das áreas naturais urbanas. Alguns bandos se tornaram tão acostumados com a presença humana que não é incomum encontrá-los entrando em residências atrás de comida. A alimentação desses pequenos macacos se baseia em insetos, pequenos vertebrados e frutas e essa flexibilidade alimentar permite que os saguis consigam viver e se adequar a variados ambientes, o que facilita o aumento da sua população. Porém, às vezes por desconhecimento, a sociedade acaba dando alimento industrializado e artificial para os macacos, que sem ter a capacidade de digerí-los adequadamente, acabam se prejudicando. Vale lembrar ainda que muitos desses animais transmitem doenças, botando em risco a saúde de quem entra em contato, prática desaconselhável.

Seres Humanos também fazem parte do Meio Ambiente e por isso precisamos nos incluir no processo de equilíbrio que o mesmo tanto carece. Devemos nos tornar protagonistas na preservação para que o desmatamento e poluição, impactos causados por nós, afete cada vez menos a vida selvagem. Existem várias instituições lutando por melhor qualidade ambiental para nós e para os animais silvestres, procure a mais próxima e faça a diferença na sua comunidade!

Stéfano da Silva Dutra
Biólogo e consultor do Núcleo MOVIVE

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Arquidiocese

Fundada em 1958 e abrangendo 15 municípios do Estado do Espírito Santo conta com 73 paróquias. Desde 2004 D. Luiz Mancilha Vilela é o arcebispo da arquidiocese.

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