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As alegrias de Nossa Senhora

Há uma estreita relação entre a Festa de Nossa Senhora da Penha (Nossa Senhora das Alegrias) e a Celebração da Páscoa de Nosso Senhor Jesus Cristo: Maria, a Bem-Aventurada, participa da Alegria do Seu Filho Ressuscitado – compartilhando esse sentimento profundo com toda a Comunidade Cristã nascente.

No século XV, originou-se uma prática devocional em torno das alegrias de Nossa Senhora, por iniciativa dos Franciscanos na Itália, na época de São Bernardino de Sena, culminando na chamada “Coroa das Sete Alegrias da Santíssima Virgem Maria”.

A primeira alegria está vinculada ao anúncio do Anjo Gabriel à Virgem Maria sobre a Encarnação do Filho de Deus (Lucas 1, 26-38).

A segunda alegria concentra-se na visita de Maria a sua prima Isabel, na qual Nossa Senhora é saudada como a “Mãe de Deus” e “Bem-Aventurada que acreditou nas promessas do Senhor” e, movida pelo Espírito Santo, eleva a Deus o “Magnificat” (Lucas 1, 39-55).

Maria também se alegra com o nascimento de Jesus Cristo – é a terceira alegria (Lucas 2, 1-7).
Nossa Senhora alegra-se ao receber a visita dos reis magos, que adoram o recém-nascido – a epifania, a manifestação de Jesus a todos os povos representados pelos ilustres visitantes do Oriente (Mateus 2, 1-11). É a quarta alegria em destaque.

A quinta alegria refere-se ao encontro do seu Filho no Templo de Jerusalém entre os Doutores, pois Maria e José o haviam perdido durante a viagem de volta à sua casa em Nazaré (Lucas 2, 41-50).

O motivo da sexta alegria é a Ressurreição de Jesus Cristo (Mateus 28, 1-10). Deus encheu Maria de alegria, sendo a primeira e plena participante do mistério da Ressurreição do Filho, como explica o Diretório sobre piedade popular e liturgia (Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos).

A sétima alegria ressalta a Assunção de Nossa Senhora ao céu e a sua coroação como Rainha do Céu e da Terra. É uma síntese de muitas verdades da fé cristã, como ensina o Diretório sobre piedade popular e liturgia: Maria glorificada no Céu é o fruto mais excelso da redenção e testemunho da eficácia da obra salvadora de Cristo; é a garantia da futura participação dos fiéis na glória pascal de Cristo Ressuscitado; é o ícone daquilo que a Igreja deseja e espera ser; é a certeza da fidelidade de Deus à sua promessa, pois reservou uma recompensa generosa à sua humilde Serva, que se configurou ao Filho Ressuscitado.

Caminhemos com a Bem-Aventurada Virgem Maria e com o Seu Filho Ressuscitado, vivendo as alegrias da Páscoa do Senhor.

Vitor Nunes Rosa
Professor de Filosofia na Faesa 

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Fundada em 1958 e abrangendo 15 municípios do Estado do Espírito Santo conta com 73 paróquias. Desde 2004 D. Luiz Mancilha Vilela é o arcebispo da arquidiocese.

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