buscar
por

A VERDADEIRA RELIGIÃO

Na obra A verdadeira religião, Santo Agostinho concede algumas conclusões no que concerne ao seu objetivo de apontar como se chega à felicidade, objeto da religião.

Usando a apologética e aspectos da filosofia neoplatônica, passa a defender que somente o cristianismo é a verdadeira religião. O filósofo emprega-se em mostrar que somente essa religião tem coerência com os pontos que ele apresenta como indispensáveis.

A verdadeira religião tem que ser universal, no sentido que ser abrigo possível para todos, ter comunhão, para manter sua coesão doutrinal e de fé, além do aspecto histórico.

O mistério da salvação é empreendido por Deus, mas passa pela historicidade da humanidade. O cristianismo, no enredo do seu desenvolvimento, tem a sua práxis realizada no tempo e espaço. Os fiéis são chamados a viverem a exemplo de Jesus Cristo, seu Deus e modelo, por quem os mesmos devem assumir na história individual e comunitária, as mesmas posições do Mestre.

O afastamento do homem de sua essência, e por assim dizer de Deus, é fruto do mau uso do seu livre-arbítrio, origem e fonte do mal. Esse distanciamento que desintegra o homem é possível de ser superado por uma adesão ao verdadeiro Deus, que se dá pela adesão à verdadeira religião, que dispensa os cultos incoerentes das criaturas, mas antes oferece uma ascensão da alma ao fiel.

Essa verdadeira religião é respaldada pela autoridade do Criador que concede por meio de uma instituição visível a autoridade de educar o homem, para que passe do velho aspecto para o novo. A verdadeira religião para Agostinho é o cristianismo, que julga ele ser o guardião da fé contra mutabilidade, e ser a autoridade para mediar a relação do homem com o seu Deus.

Assim, só a religião que possa oferecer essa religação do homem com Deus, através da redenção operada pelo seu modelo e fundamento, dispensando sacrifícios paralelos, pode, de acordo com Agostinho, ser verdadeira. Sendo assim verdadeira, ela é um caminho sensível à qual o homem se fia para alcançar a felicidade.

Ruan Coutinho da Cruz
Seminarista do Seminário Arquidiocesano Nossa Senhora da Penha

editor1

Arquidiocese

Fundada em 1958 e abrangendo 15 municípios do Estado do Espírito Santo conta com 73 paróquias. Desde 2004 D. Luiz Mancilha Vilela é o arcebispo da arquidiocese.

Mais posts do autor

COMENTÁRIOS