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A publicidade moldando o consumo infantil

Antes de escrever este texto, me veio a motivação de iniciá-lo com a definição do termo publicidade. Assim, fica mais fácil a compreensão deste material, já que existem inúmeras ideias acerca desta expressão. Sendo assim, publicidade é:

1. Qualidade de público. 2. Notoriedade pública. 3. Técnica de utilizar imagens, sons e palavras em filmes, textos, cartazes, etc., para exercer ação psicológica sobre os destinatários, impelindo-os ao consumo; propaganda. 4. Anúncio, cartaz, etc., de caráter publicitário; propaganda.

No mundo atual, onde a internet e os meios de comunicação são bem acessíveis, somos “bombardeados”, diariamente, com inúmeros anúncios publicitários. Móveis, calçados, eletrônicos, pacotes de viagens, enfim, vários produtos e serviços são apresentados, tanto para adultos, como para crianças e jovens.

Hoje, é comum as crianças usarem a internet com frequência. Certa vez, em uma palestra, um professor disse: “Se você tiver dificuldade para baixar algum aplicativo no celular, peça ajuda a uma criança de sete anos. Com certeza, ela irá te ajudar”. Entre os risos dos participantes, concordava com o meu professor. No século passado, o lazer das crianças era, basicamente, nas ruas e campos. Ano após ano, a tela do computador e os celulares mudaram a rotina dos pequenos (com a contribuição da publicidade), aumentando o número desta parcela da população no acesso às mídias digitais. Logo, as empresas enxergam nela um público potencial, para apresentar seus produtos e serviços.

No entanto, a publicidade voltada para crianças e jovens não pode ser feita de qualquer forma, sem nenhuma regra (assim como a tornada para os adultos). Para isso, no Brasil, as agências de publicidade contratadas para divulgar produtos e serviços devem seguir as orientações do Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar). Entre os capítulos, seções e artigos deste código, vale ressaltar o capítulo II, seção 11, artigo 37, que diz:

“Os esforços de pais, educadores, autoridades e da comunidade devem encontrar na publicidade fator coadjuvante na formação de cidadãos responsáveis e consumidores conscientes. Diante de tal perspectiva, nenhum anúncio dirigirá apelo imperativo de consumo diretamente à criança.”

O artigo 37 (citado acima) se desenvolve ao longo do CONAR, detalhando as observações que devem ser feitas sobre a publicidade com crianças e jovens. Sendo assim, o respeito e a educação com as futuras gerações não têm, como responsáveis, apenas, as pessoas mais próximas do seu círculo social, mas todas as instâncias sociais são corresponsáveis pelo bem-estar de nossa sociedade. Este não é um desejo particular, mas de toda a nação.

Pe. Rosalvo M. Humildes Júnior
Assistente eclesiástico da Pastoral da Comunicação da Arquidiocese de Salvador 

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Arquidiocese

Fundada em 1958 e abrangendo 15 municípios do Estado do Espírito Santo conta com 73 paróquias. Desde 2004 D. Luiz Mancilha Vilela é o arcebispo da arquidiocese.

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