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Pe. Arthur Francisco Juliatti dos Santos 
Coordenador do IFTAV
Por que os evangelhos apócrifos não são aceitos pela Igreja Católica?
Os Evangelhos Apócrifos foram escritos a partir de meados do séc. II até o século XIV. Diversos elementos levaram as Igrejas cristãs a duvidar da sua validade histórica, bem como dos dados neles contidos, principalmente a propensão excessiva e fantasiosa de milagres e a datação relativamente tardia de alguns destes evangelhos, o que torna impossível o testemunho direto dos eventos narrados.
A maior parte dos chamados evangelhos apócrifos são heréticos, pois suas doutrinas se opõem aberta e diretamente à verdade revelada, ensinada pela Igreja. A maioria deles são frutos do gnosticismo, que ensinava a doutrina da salvação por meio do conhecimento, enquanto o judaísmo e o cristianismo sustentam que a salvação vem por meio da fé, das obras e da graça de Deus. Para o gnosticismo, a salvação vem somente da posse de um conhecimento dos mistérios do universo, e da posse de fórmulas mágicas, indicativas daquele conhecimento mitológico de divindades mágicas das culturas orientais e egípcia, astrologia e elementos de filosofia platônica. São, portanto, muito diferentes dos quatro evangelhos canônicos, e nunca foram reconhecidos como inspirados por nenhuma Igreja cristã. O documento eclesial mais antigo que distingue claramente os quatro evangelhos canônicos dos apócrifos, é o cânon Muratoriano, uma lista dos livros do Novo Testamento, proveniente de meados do século II.

 
Padre Teodósio Aquino
Pároco da Paróquia São Camilo, em Mata da Praia
Quando uma pessoa diz que amaldiçoa a outra, isso pode realmente causar uma influência negativa?
O que realmente deseja uma pessoa que amaldiçoa alguém é que algo negativo aconteça à pessoa amaldiçoada, praguejada.
Para muitos o desejo negativo de uma pessoa gera em torno de si mesma um campo energético ruim que, poderá afetar a pessoa a quem se quer prejudicar na medida em que, tal pessoa, psicologicamente for influenciável. Seu subconsciente captará o mal que lhe é desejado e isso poderá produzir uma correspondência na vida da pessoa. Em outras palavras: poderá o mal ser interiorizado pela pessoa e ela passar a sofrer a conse-quência da maldição; não pelo poder da maldição proferida, mas sim pela força que quem recebe a maldição der à mesma, consciente ou inconsci-entemente.
Nós, que cremos em Jesus, temos o cuidado de nunca amaldiçoar. Os pais tenham cuidado com as palavras que dizem aos filhos; jamais os amaldiçoem. E quem acredita ter sido amaldiçoado, lembre-se: você é templo de Deus; nenhuma maldição poderá superar o poder de Deus, que está em você. Finalmente, indiferente ao fato de acreditarmos ou não nos possíveis efeitos de uma maldição, sigamos o que Jesus nos diz: “Amai aos vossos inimigos, e orai pelos que vos perseguem.” Mt 5,44. E em Lc 6,27-28: “Digo-vos a vós que me ouvis: amai os vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam, abençoai os que vos maldizem e orai pelos que vos injuriam.” Ser Cristão é acolher e viver os ensinamentos do Senhor! Seja Cristão e abençoe! Deus os abençoe! Paz!

 
Pe. Roberto F. S. Natal
Pároco da Paróquia Virgem Maria, em Itacibá
Qual o significado da cor litúrgica rosa no 3º Domingo do Advento?
No 3º Domingo do Advento, Domingo Gaudete, a Igreja permite utilizar paramentos róseos, nas Celebrações Eucarísticas (Missas) e da Palavra. A cor rosa substitui o roxo severo dos domingos anteriores e assinala a alegria antecipada do Natal do Senhor. É provável que esta singularidade tenha surgido por um processo de assimilação com o 4º Domingo da Quaresma, “Domingo Laetere”, também de caráter de alegria na espera da Páscoa do Senhor (cf. Adolf Adam, O Ano Litúrgico. Ed. Paulinas 1982, p. 134).
Sinal de alegria, o 3º Domingo do Advento convida os fiéis a tomar parte no júbilo: Alegrai-vos! O Senhor está perto. (Fl 4,4). Convida a celebrar a primeira vinda de Jesus Cristo na vida da comunidade, a preparar o Natal do Senhor, como nova vinda de Deus. O “Domingo da Alegria” é retomar a caminhada do povo de Israel na espera do Messias, é acreditar com Zacarias e Isabel. É deixar-se engravidar, como Maria, pela Palavra e acolher o Senhor que vem: “Eis que a jovem concebeu e dará à luz um filho e dará o nome de Emanuel” (Is 7,14). É deixar a cor do mistério de Cristo ganhar todo o brilho da Encarnação de Deus.

 

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Arquidiocese

Fundada em 1958 e abrangendo 15 municípios do Estado do Espírito Santo conta com 73 paróquias. Desde 2004 D. Luiz Mancilha Vilela é o arcebispo da arquidiocese.

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