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Ano Nacional Mariano

Um ano de ação de graças a Deus pelos três séculos de devoção a Nossa Senhora Aparecida. Desde 12/10/1717, quando Domingos Garcia, Felipe Pedroso e João Alves pescaram a imagem no Rio Paraíba, nós ganhamos uma padroeira muito amada e respeitada pelos brasileiros. Na mensagem de abertura, a presidência da CNBB afirma: “Tendo acolhido o sinal que Deus lhes tinha dado, os pescadores tornam-se missionários, partilhando com os vizinhos a graça recebida”. Assim somos motivados para celebração deste ano mariano em nossas catedrais, igrejas paroquiais e pequenas comunidades eclesiais de base, movimentos, associações e pastorais.

Em 2017 coincidem os trezentos anos de Aparecida e o Centenário das Aparições de Fátima em Portugal, dois grandes acontecimentos do amor misericordioso de Deus. Em todas as aparições da Virgem Maria, a grande mensagem é da misericórdia de Deus que vem ao encontro do ser humano. Na imagem negra de Aparecida, encontramos uma mensagem direta para os tempos de escravidão dos afrodescendentes aqui no Brasil. Nas aparições de Fátima, a mensagem é de conversão e busca pela paz mundial.

Nossa devoção deve sempre nos conduzir para Cristo. Em Caná, Maria e Jesus eram convidados dos noivos, no entanto, quem percebeu a falta de vinho foi Maria. Confiante, ela falou para os serventes: “façam tudo o que Ele vos disser” (João 2, 1-11).  Nossas comunidades devem valorizar a devoção mariana, buscando conhecer os textos bíblicos que falam da Virgem Maria, como discípula e missionária. “Maria é a grande missionaria, continuadora da missão de seu Filho e formadora de missionários. Ela, da mesma forma como deu à luz ao Salvador do Mundo, trouxe o Evangelho à nossa América.

No acontecimento em Guadalupe, presidiu, junto com o humilde João Diego, o Pentecostes, que nos abriu os dons do Espírito. São incontáveis as comunidades que encontraram nela a inspiração mais próxima para aprenderem como ser discípulos e missionários de Jesus.” (DA 269).

Os estudos dos documentos do Magistério Eclesiástico que tratam especialmente da Mariologia, como Marialis Cultus de Paulo VI, Redemptoris Mater de João Paulo II, e o VIII capitulo da Lumen Gentium, ajudam muito o nosso conhecimento sobre a Mãe de Jesus. As tradicionais rezas do terço, do Oficio de Nossa Senhora e das novenas ajudam muito nossa vivencia cristã.

Tenho notícias de várias romarias ao Santuário de Aparecida, em São Paulo, e para outros santuários marianos na Europa. Sempre é um momento de passeio, de oração e busca de Deus. Como padre eu tenho incentivado esta prática para unir os paroquianos num final de semana rico de convivência fraterna. Estar na companhia dos irmãos e irmãs na fé em Jesus Cristo e na devoção mariana é uma benção insubstituível para o meu ministério presbiteral.   Cantando com Padre Zezinho eu digo: “Ensina o teu povo a rezar, Maria, Mãe de Jesus, que um dia o teu povo desperta e na certa vai ver a luz; que um dia o teu povo se anima e caminha com teu Jesus.”

Padre Ermindo Rapozo de Assis
Pároco de Itaquari, Cariacica/ES

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Arquidiocese

Fundada em 1958 e abrangendo 15 municípios do Estado do Espírito Santo conta com 73 paróquias. Desde 2004 D. Luiz Mancilha Vilela é o arcebispo da arquidiocese.

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