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Que o dia da ressurreição chegue mais depressa!

Prédios como aqueles de Muzema no Rio de Janeiro não surgem de um dia para o outro. São construídos ao longo de um considerável período de tempo. Só a omissão das instituições não se dá conta ou só a cumplicidade de pessoas ligadas aos órgãos fiscalizadores, que descumprem sua função em troca de propina, “autoriza” a presença destas criminosas construções.

De um lado as milícias e do outro setores das instituições marcadas pela omissão e/ou corrupção. Quem paga o preço mais alto é o povo humilde do Rio de Janeiro, um dia metralhado e outro enterrado vivo debaixo de escombros enquanto autoridades tratam tudo isso como “lamentáveis incidentes” ou “fatos corriqueiros”.

Estamos na vigília da Semana Santa. Espero que a paixão do povo tenha dia e hora para acabar como aquela de Cristo que teve como desfecho a Ressurreição na madrugada do Domingo de Páscoa. Esse novo dia chegará mais depressa se o “Sinédrio” fizer justiça aos pobres e desistir de emitir sentenças injustiças aos danos de inocentes.

Esse novo dia chegará mais depressa se “Pilatos” e as autoridades constituídas pararem de lavar as mãos e assumirem suas responsabilidades diante da comunidade. Esse novo dia chegará mais depressa se o povo abrir os olhos e não permitir que as mentiras veiculados por setores da imprensa e pelas redes (dis)sociais o manipulem ao ponto de criminalizar e linchar os/as que buscam o bem estar de todos/as enquanto “Barrabás” fica livre de levar adiante seu projeto de morte.

Esse dia chegará mais depressa se os “Sumos Sacerdotes” e as autoridades religiosas tirarem a máscara da hipocrisia e pararem de usar o nome de Deus para justificar injustiças decidindo de gritar ao escândalo e rasgar suas vestes diante do sacrilégio cometido diariamente ao violar a dignidade dos filhos e filhas de Deus. Esse novo dia irá chegar mais depressa se o cuidado com a vida em todas suas manifestações. como Jesus nos ensinou, tornar-se-á o marco regulatório de todas as nossas decisões e ações.

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