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Política de verdade

Para Sócrates, filósofo grego, o governante perfeito devia ser filósofo, partiu do pressuposto de que “as ideias pertencem a um mundo que somente os sábios conseguem entender”.

Já Norberto Bobbio, italiano e contemporâneo,  considerou a política como “forma de atividade humana, estreitamente ligada ao poder, direito de deliberar, agir e mandar, faculdade de exercer a autoridade,  a soberania, o império de dada circunstância ou a posse do domínio, da influência ou da força”.

Com exceção do requisito filósofo, concordo com os dois: sabedoria é indispensável ao bom discernimento, à melhor escolha ou capacidade de “ver, julgar e agir”. Determina a práxis do homem investido de poder sem confundi-lo como sobreposição aos verdadeiros donos, nem se sirva dele, para satisfazer caprichos pessoais, tramar com a desonestidade, esquecer que na verdade, o mandatário é um servidor do povo.

Aos militantes na política muitos poderes são outorgados, mas não fica ao arbítrio de nenhum, as escolhas do que especificamente deve fazer, e até por isto, só resta investido no cargo respectivo, mediante posse, quando proferir juramento solene de que cumprirá a Constituição do país.

Já que nossa Carta Magna prevê “que todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos”, apossar-se do poder é arrogância, sabe à apropriação indébita, ou agir com improbidade.

Nem é o caso de nenhum detentor de poder sentir-se à deriva, ou partir afoito em busca de objetivos a serem alcançados,  uma vez que, de novo, a mesma C.M. os esculpiu: Art. 3º Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil: I – construir uma sociedade livre, justa e solidária; II – garantir o desenvolvimento nacional;  III – erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais; IV – promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.

De política muito se fala e cada cidadão entende dela ao menos um pouco. Mas dos parâmetros acima, para uma política com grandeza, a maioria não sabe e o que é pior, mediante o que vê, ouve, tem notícia de qualquer modo, forma conceitos e adota princípios que se distanciam dos ideais que levam ao desenvolvimento e constituem uma Pátria que seja realmente de todos.

Diante das notícias estarrecedoras de corrupção, da falta de caráter não de políticos, mas verdadeira corja aboletada no poder, precisamos acordar e dar-lhes fim, aos politiqueiros, aos orquestradores de conchavos, aos que desvirtuam a nação e só pensam nos próprios interesses.

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