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Para um trânsito mais humano, é preciso que todos mudem seus comportamentos

Quem perde alguém devido a um acidente de trânsito, sofre duas vezes: a dor da injustiça e a dor do luto. Todos os anos cerca de 60 mil pessoas morrem no trânsito em todo País. Os principais fatores que favorecem as tragédias urbanas são a imprudência, a irresponsabilidade, a incompetência dos motoristas, a falta de educação e a impunidade.

Um acidente de trânsito traz consequências não só para os condutores dos veículos, vítimas ou para quem cometeu de fato a tragédia. Os impactos vão muito além. Um acidente envolve também a morte simbólica. Um pai quando autoriza o filho a sair para se divertir, aguarda pelo retorno dele para casa e quando essa esperança é interrompida por uma fatalidade, vem o sentimento de culpa, muitas das vezes por ter emprestado o carro, ou por ter permitido a saída. Foge à lei natural a mãe sepultar um filho. Ela tem que ir ao DML e ver o corpo mutilado da sua filha, a família fica destruída. A depressão, a morte do matrimônio e a morte pela culpa são frequentes nessas situações. Por isso, é importante um apoio psicológico.

É necessário que a sociedade tenha conscientização. Entender as leis de circulação nas vias, usar o cinto de segurança, conhecer o veículo em que está conduzindo, não dirigir cansado e jamais sob efeito de álcool e drogas está entre os principais pontos da educação no trânsito.

Já passou da hora da sociedade se unir contra a impunidade no trânsito. Batalhar na missão de humanizar, de preservar a vida humana, dividir o sentimento e ao mesmo tempo chamar atenção de todo o País. Penso que não bastará aumentar a pena e modificar a lei existentes, se as pessoas não mudarem seus comportamentos, senão o quadro atual jamais será modificado. Do luto à luta. Não espere perder um ente querido, para mudar a sua atitude no trânsito.

Fabiano Contarato

Diretor geral do Detran|ES

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