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Outubro; mês das Missões e mês do Rosário

Outubro é o Mês das Missões e Mês do Rosário, temas que se entrelaçam ao considerarmos Maria a perfeita discípula missionária. Momento oportuno para (re)descobrirmos as riquezas bíblico-teológico-doutrinais da Oração do Rosário.

Em sua Carta Apostólica Rosarium Virginis Mariae (nº 2), São João Paulo II confessa: “O Rosário é a minha oração predileta. Oração maravilhosa! Maravilhosa na simplicidade e na profundidade. [...] sobre a profundidade das palavras da Ave-Maria passam diante dos olhos da alma os principais episódios da vida de Jesus Cristo. [...] Ao mesmo tempo, o nosso coração pode incluir nessas dezenas do Rosário todos os fatos que formam a vida do indivíduo, da família, da nação, da Igreja e da humanidade”.

Ele acentua que na oração contemplativa e reflexiva do Rosário, mergulhamos nos mistérios da vida de Cristo, isto é, nas ações salvíficas realizadas por Deus em Jesus Cristo. Em cada conjunto de Mistérios, meditamos o conteúdo central dos Evangelhos, o que levou o Papa Paulo VI a afirmar que o Rosário é quase um resumo do Evangelho. No Rosário, contemplamos os Mistérios de Cristo e inserimos nele os fatos da nossa vida cotidiana, rezando pelas necessidades pessoais, da Igreja e do mundo.

Com a Oração do Rosário, vivenciamos uma significativa verdade de fé católica expressa no Catecismo (2679): “Maria é a Orante perfeita, figura da Igreja. Quando rezamos a ela, aderimos ao Plano do Pai, que envia seu Filho para salvar todos os homens. Como o discípulo bem-amado, acolhemos em nossa casa a Mãe de Jesus (cf. Jo 19, 27), que se tornou a mãe de todos os vivos. Podemos rezar com ela e a ela. A oração da Igreja é acompanhada pela oração de Maria, que lhe está unida na esperança” (LG 68-69).

Nesse mundo conturbado pela violência e pela perda de valores essenciais como a família, cabem as orientações serenas do Papa São João Paulo II, na Carta Apostólica Rosarium Virginis Mariae, nºs 40-41):

“O Rosário é a oração de paz também pelos frutos de caridade que produz. Se for recitado devidamente como verdadeira oração meditativa, ao facilitar o encontro com Cristo nos mistérios, não pode deixar de mostrar também o rosto de Cristo nos irmãos, sobretudo nos que mais sofrem”;

“A família que reza unida o Rosário, reproduz em certa medida o clima da casa de Nazaré: põe-se Jesus no centro, partilham-se com Ele alegrias e sofrimentos, colocam-se nas suas mãos necessidades e projetos, e Dele se recebem a esperança e a força para o caminho”.

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