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Os cuidados com os movimentos para a sua saúde

Os movimentos da virilha e seu impacto no tratamento de doenças

Pense na posição do feto dentro do útero, como sua coluna vertebral faz uma curvatura única, completamente para trás, e como mantém a cabeça, os ombros e o quadril em flexão, encolhidos para frente.

Nessa posição, as raízes neurais que saem da medula para o corpo por entre as vértebras ficam totalmente livres para comunicar o cérebro com todas as partes do corpo (glândulas, vísceras, ossos, músculos, pele, olhos, ouvidos, etc).

A raiz neural que é o ponto de transição entre o sistema nervoso central e periférico quando sofre alguma compressão, interfere na boa comunicação e causa distorções nas informações que são captadas pelos sentidos da visão, audição, olfato, paladar e tato, bem como dificulta o controle do cérebro sobre a forma e a função de cada parte do corpo correspondente às raízes neurais que forem comprimidas pela coluna vertebral.

Na posição fetal, a coluna lombar, localizada entre o tórax e o quadril fica curvada para trás, com as raízes neurais totalmente livres para que o cérebro tenha a completa ligação com os órgãos internos do abdome e pelve, bem como da força dos músculos que sustentam os membros inferiores, quadril e coluna vertebral.

 A virilha, localizada na parte medial da coxa, que apoia e escora a parte anterior do púbis, quando estamos em pé tem sua maior importância na correta manutenção da posição do quadril, para que o quadril fique encaixado, evitando que este incline para frente e provoque a hiperlordose.

Quando estamos parados em pé, nossa posição de segurança sempre nos coloca com um pouco de inclinação para frente e por isso a virilha enrijece. Ao andar, a virilha contrai para carregar o membro inferior. Seja escorando ou segurando, a virilha está sempre sob tensão.

Na posição sentada, com alguma inclinação para a frente, num ângulo maior que 90 graus entre o quadril e a coxa, ocorre um travamento da virilha para estabilizar o quadril e segurar o tronco e, quando a pessoa que estava sentada vai para a posição em pé, o encurtamento da virilha provoca aumento da hiperlordose, com a consequente compressão das raízes neurais e, por esse motivo, muitas pessoas só conseguem erguer o corpo para posição totalmente ereta, após dar alguns passos.

Quando a hiperlordose comprime as raízes neurais, mas os nervos continuam funcionando, isso provoca tensão na virilha e retração de todo membro inferior, causando a aproximação dos ossos da coxa e do quadril, os joelhos se afastam, os tornozelos viram para lateral, o sapato gasta mais na lateral, o arco plantar se eleva e os dedos do pé entortam. Essas alterações aumentam a incidência de hérnias de disco e artrose, entorses de joelho e tornozelo.

Quando a compressão das raízes neurais bloqueia os nervos, provoca a frouxidão da virilha e deixa o pé espalhado, mais largo e, com o arco plantar abaixado, pé chato, os joelhos aproximam, o quadril desaba para frente acentuando a hiperlordose com maior incidência de listese (escorregamento) da coluna lombar, que pode causar o estrangulamento da medula, desencadeando fraqueza e flacidez acentuada em toda a musculatura, com aumento de varizes. Em casos mais severos, até levar a um quadro de paraplegia.

Muitos são os fatores que levam as alterações de força e controle sobre a região medial da coxa. Sempre que estamos tensos, todo corpo se contrai, e as áreas internas, que são mais fortes e encurtadas sobrepõe as áreas de extensão e nos colocamos em uma postura de defesa e proteção, voltando a posição fetal.

Também é muito comum para as mulheres quando vão ao banheiro, para não sentar no sanitário, dobrar um pouco os joelhos para urinar, retesando a virilha.

Além disso, durante a prática de exercícios, sejam eles na forma de atividade e preparação física ou terapêutica, é bastante comum a utilização de bolas, aparelhos ou até mesmo as mãos para opor resistência na adução da coxa, durante o movimento de fechar as pernas.

No intuito de fortalecimento dos músculos adutores, seja este para tonificar os músculos ou melhorar o controle dos movimentos, com finalidades estéticas de reduzir a flacidez e o acúmulo de gordura na face medial da coxa, ou ainda como tratamento para incontinência urinária e fortalecimento dos músculos do períneo, bem como na preparação de atletas, esses exercícios são amplamente difundidos e utilizados.

Quando a virilha está retraída, provoca báscula anterior do quadril, retração das vísceras e glândulas abdominais, associada a dilatação do abdome. Provoca também a retração da região pélvica e dos órgãos genitais.

Foi após ter entendido a íntima relação entre a virilha e a biomecânica do quadril que pude observar melhoras de nossos pacientes em diversos problemas de saúde, dentre eles estão:

Alívio das dores em todo corpo, refluxo gastroesofágico, má digestão, intolerância a alimentos como glúten, lactose, camarão, enlatados e condimentos, diabetes, hipertensão, prisão de ventre, bexiga espástica, retenção de líquidos e inchaço, infecção urinária, incontinência urinária, disfunção erétil, aumento da libido em ambos os sexos, redução de estrias, culote e celulite, TPM e cólicas menstruais, correção da diferença entre os membros inferiores, aumento do rendimento esportivo, dentre muitos outros benefícios.

Por esse motivo é muito importante que a virilha esteja sempre alongada para manter o quadril posicionado corretamente.

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