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Madre Tereza: um ano de santidade

14730760770200Em 05 de setembro de 1997 morreu Madre Teresa de Calcutá com 87 anos, canonizada no mesmo dia do ano de 2016, uma das mulheres mais poderosas do século passado.

Como uma gota d’água doce no Oceano Índico, assim foi Madre Teresa de Calcutá no meio da multidão incontável de pobres da Índia, andando pelas ruas e favelas de Calcutá para saciar a sede de Cristo naqueles que sofrem com a miséria e a fome. Ela mesma dizia: “O que eu faço é uma gota no meio de um oceano. Mas sem ela, o oceano será menor”. Seu sári branco irradiava a caridade e o amor de Deus, indo de um lado para o outro, incansavelmente, como se fosse onipresente no meio dos pobres.

Madre Teresa não se importava com a origem, crença, idade, gênero ou cor dos pobres. Todo pobre que encontrava se tornava o centro de sua atenção como primeiro destinatário do amor de Deus, que lhe era transmitido com um sorriso terno e gestos afetuosos. Ela foi uma carta de Deus aos pobres da índia e do mundo, declarando-lhes o seu amor apaixonado, terno e afetuoso.

Para a humanidade, Madre Teresa de Calcutá foi uma gota do amor de Deus em um momento trágico da história marcada pelo ódio entre as nações, com guerras no mundo inteiro, destruindo povos e culturas, para o fortalecimento e o enriquecimento da indústria da morte que produz armas que destroem a vida.

A sua fé inabalável transpôs ideologias e sistemas políticos; sua vida pobre e austera ofuscou a opulência de reis e governantes; sua autoridade moral se ergueu sobre a prepotência de líderes de todas as religiões; sua tenacidade envergou a arrogância de instituições políticas e religiosas; sua humildade pôs por terra o orgulho de empresários e magnatas; sua pele enrugada resplandeceu mais que os rostos artificiais de atrizes e celebridades; seu corpo encurvado mostrou mais força e vigor que os atletas olímpicos; seu sári roto de algodão, identificando-se com as mulheres pobres e sofridas da Índia, tremeluziu mais alto do que as bandeiras dos déspotas e tiranos.

No dia de sua morte, como um presságio divino, faltou luz em Calcutá deixando a cidade imersa nas trevas. A luz tênue de se corpo frágil, que iluminou a vida de milhões de pessoas se extingui na terra para irradiar com vigor ainda maior na eternidade, iluminando a nossa débil humanidade. Ela dizia que se fosse santa, seria a santa da escuridão. Ausentar-se-ia do céu para levar luz aos que vivem nas trevas. Hoje ela ilumina a vida de muitas féis de sua Paróquia.

Pe. Kelder José Brandão Figueira
Paróquia Santa Teresa de Calcutá

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Arquidiocese

Fundada em 1958 e abrangendo 15 municípios do Estado do Espírito Santo conta com 73 paróquias. Desde 2004 D. Luiz Mancilha Vilela é o arcebispo da arquidiocese.

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