buscar
por

Fecundidade e água

 Da terra que água fecunda é que tudo nasce!

Una é óvulo que chegado à potencialidade do ser, se adorna de todas as melhores capacidades das quais é dotado, se aboleta no trono da vida e fica a espera do seu esposo cromossomo, que uma vez liberado de quaisquer amarras, apressado, porque um tem que ser o primeiro, como se ouvindo música nos seus melhores acordes, em bailado nupcial, carregado de fertilidade e plenitude, parte-lhe em direção e do encontro feito de tudo que melhor há, rebenta uma nova vida.

Terra e água. Água são rios caudalosos que deslizam preguiçosos entre vales e planícies. Água que das entranhas da mãe terra emergem de apenas  pouco palmo ou  de profundidade qualquer, como se de outras profundezas imprensadas, se exibem em pontos que os desavisados chamam apenas de olho, isto é,  como um ser qualquer que sai de seu oco e venha ver o que acontece cá fora, mas também denominam-se, com mais dignidade, nascentes.

Traduzem  uma frequência em que o ato se traduz e com tal abundância que se avoluma e faz córrego, ribeirão, juntando-se e são grandes rios, formam bacias hidrográficas, grandeza regional da nação, além fronteiras, esperança de muitos senão de todos os povos.

Olhos d’água, nascentes generosas, persistentes, que viram cursos dágua de pequeno porte, rios caudalosos, navegáveis ou não, grandes rios, Rio Doce, Cricaré, São Francisco, Amazonas…

Ah os rios, tê-los como é preciso, preservá-los como urge! Indispensáveis, como são!  Importa  amar o rio. Amá-lo é amar as entranhas da terra de onde ele vem, depois da fecundação que a água opera, tudo com que a gente se alimenta, para que tenha forças de ação, as vezes despendida com selvageria e ingratidão contra aquela que nos torna para tanto capazes.

 Amar o rio, as águas, amar as entranhas da terra, a vida que daí vem, parte da própria vida de quem sem água, sem terra não é mais que ninguém.

COMENTÁRIOS