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De peito aberto

Reequilíbrio Corporal Consciente

Poucas pessoas podem dizer que nunca tiveram tosse, pigarro, engasgos e inflamação na garganta. Alguns atribuem à mudança de temperatura, ao frio, à baixa imunidade, etc. Sim, é verdade, mas outras causas existem e o que é melhor, tratamento. Minha infância e adolescência foram marcadas por muitos episódios de tosse produtiva e inflamação na garganta que por vezes me deixavam meses tomando remédios (xaropes e antibióticos).
 
Na idade adulta, os sintomas diminuíram, mas sempre que ficava tenso ou estressado, pigarro e tosse seca se manifestavam com intensidade e períodos variados, geralmente associados ao tempo e intensidade das preocupações.
 
Em 2010/2011, percebi que situações de estresse mais elevado contribuíam para a volta dos sintomas quando a tosse seca, pigarro e irritação da garganta voltaram com toda força. Pelo conhecimento que adquiri e as descobertas que fiz com a minha forma de trabalhar como fisioterapeuta sabia que, para eliminar definitivamente os problemas respiratórios, teria que alongar muito o meu tórax para promover a expansão dos pulmões e da traqueia. Intensifiquei então, alguns dos exercícios que fazem parte do Reequilíbrio Corporal Consciente.
 
Após alguns meses verifiquei que os sintomas haviam desaparecido, o que para mim, isso foi bastante gratificante. Comprovei que o tratamento aplicado nos pacientes, tem um potencial terapêutico de grande valia para a recuperação e manutenção da saúde humana.
 
Praticando os exercícios, consciente de que além do fator preventivo dos alongamentos em relaxamento poderia obter outros benefícios, continuei me exercitando para observar quais outras benesses teria com a minha terapia e fiz outra descoberta que também me surpreendeu.
 
Dentre os exercícios que pratico, um deles é deitar na cama de barriga para cima e abrir os braços, abrir as mãos e encostar os dedos e as unhas no colchão e ir arrastando os braços em direção à cabeça. Esse exercício alonga bastante a parte interna dos braços, desde as axilas até a palma das mãos e os dedos, especificamente o anelar e mínimo e expande os pulmões. Aos poucos a respiração profunda acontece de maneira natural, sem ter que fazer um esforço a mais para conseguir respirar profundamente.
 
No mesmo exercício, movimento os braços em direção ao quadril, sempre com a palma da mão para cima. Com o ombro, empurro o braço mais longe, e sinto o alongamento dos nervos desde a garganta e clavícula até a ponta dos dedos polegar e indicador. Depois vou afastando as mãos do quadril e quando os braços estão em alinhamento com os ombros, é possível sentir o alongamento dos nervos que estão na parte anterior do braço, antebraço, túnel do carpo, palma da mão, até esticar a ponta do dedo médio. Importante ficar atento para perceber onde se dá o alongamento.
 
Foi da prática na sequência desses exercícios que percebi o crescimento das mãos. Como uso luvas descartáveis para o atendimento aos pacientes, e sempre usei o tamanho médio, fiquei surpreso ao sentir as luvas apertando minhas mãos. Logo compreendi o que acontecera. Como os exercícios desencadeiam o processo de histerese tecidual, tive aumento de massa muscular em todo corpo e as mãos, beneficiadas pelos exercícios, aumentaram de tamanho, desenvolvendo mais musculatura e afastando os ossos das mãos e dos dedos. Passei a usar luvas tamanho G.
 
A mesma sequência de exercícios traz, a quem praticar assiduamente, a expansão do tórax e dos membros superiores. Com isso pode-se prevenir e tratar asma, bronquite, enfisema pulmonar, artrose de ombros e dedos das mãos, tendinites, bursites, epicondilites (cotovelo de tenista), síndrome do túnel do carpo, dedo em gatilho, tensões e dores.
 
Para quem tiver maior interesse em saber como realizar o exercício, ele está disponível gratuitamente no site www.vivasemdor.com e diretamente no link: http://vivasemdor.com/?page_id=5772

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