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Com sacrifício de direitos

“Para preservar e proteger os direitos e as liberdades individuais, um povo democrático deve trabalhar em conjunto para modelar o governo que escolher. O meio são os partidos políticos”.

Partindo desse pressuposto, partidos se constituem em instrumento de cidadania, de levar um povo aos mais altos patamares da democracia. Dai que, em verdade, os eleitos correspondam à vontade da maioria, mediante exercício livre e soberano de votar, por acréscimo, de forma secreta.

Distanciamo-nos infinitamente de tal ideal.  A crença no marqueteiro e o olvidar da própria moral fazem com que a busca pelo poder o seja só pelo próprio poder. As chamadas pessoas de bem, porque sequer têm jeito de “entrar na onda”, não dispõem de somas impensadas para comprar votos, e assim, mesmo ungidas por algum elogio ao seu modo de ser, não se elegem.

Bem se sabe, acabamos por entregar os importantes cargos que compõem o mesmo poder, a pessoas, que até pelo fato de o terem comprado, ficam cegas, incapazes de entender a grandeza da Pátria que no fundo é mãe dos “filhos seus”, os quais também já não são educados para defendê-la até com o preço da vida, se necessário. E assim, avançamos por caminhos onde a proclamação do direito dos pobres enfeita discursos, mas na prática, não passa de retórica.

É de se ver com muita restrição a propaganda política, os próprios candidatos se entregam à sanha das sugestões daqueles a quem pagam para elegê-los, esquecidos de que, passado o pleito, estes estarão de bolsos abarrotados sem mostrar a cara, sequiosos de enriquecer ainda mais, por meio de infindas maquiagens, tantas vezes com sacrifício da verdade, para que o eleito também eleja seu sucessor.

Ainda que principalmente na busca de audiência, tanto que a propalam em seguida, as emissoras propiciam debates entre os candidatos, excelente oportunidade para que demonstrem sua capacidade, sua determinação, sua vontade de servir, seus projetos de mudança, seu propósito de levar a Pátria a realizar seu destino e propiciar o bem de todos. Preferem agressões pessoais, a desconstituição da imagem do outro, como aconteceu em relação à então candidata Marina Silva, que parecia estar chegando pra valer.

Essa guerra insana chega por extensão, às redes sociais, por exemplo, amigos digladiam enquanto deveriam discutir ideias, aceitar o contrário, saber cobrar o uso das moedas que entrega aos que elegem, posto que, numa democracia, a luta entre os partidos políticos não é pela sobrevivência, mas competição para bem servir ao povo.

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