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Bons administradores

Com a autoridade de quem pode repetir como disse o apóstolo Paulo,nada nem ninguém me poderá separar do amor de Jesus Cristo, (Rom. 8,39), Pedro nos aconselhou: sede bons administradores da multiforme graça de Deus.

Não temeria tanto em acrescentar, contudo,que não são muitos os bem aventurados, aqueles que ouvem a Palavra de Deus e a põem em prática, na forma com que Jesus respondeu àquela mulher que maravilhada com os prodígios por Ele operados, ergueu sua voz no meio da multidão e proclamou:bem aventurado o ventre que te trouxe e os seios que te amamentaram, pelo que o Mestre respondeu: antes bem aventurado é aquele que ouve a palavra de Deus e a põe em prática.(Lc 11,27-28),

O mais comum é ver que as pessoas andam distraídas e muito mais que reunidas para uma celebração ou culto, podem ser encontradas diante de um televisor ou até mais de um em cada casa, onde as novelas eivadas de cenas absurdas, de relacionamentos espúrios e de realidades que em nada se comparam coma vida que a maioria de nós vai levando, tal qual diz o velho ditado: agua mole em pedra dura tanto bate até que fura, apresentam fatos humanos fora da normalidade e acabam por conseguir fazer crer que tudo está certo, que é assim mesmo e que só há uma coisa a fazer, aceitar as coisas como elas são.

Idêntica é a atitude com que vivenciamos o período pré-eleitoral e depois, como são eleitos os que vão ocupar os mais altos cargos da República e do Estado.

Constata-se que dois critérios são muito adotados, têm-se afigurado entre os piores para fazer uma escolha: um, dos que se deixam levar pelas razões de amizade ou compadrio e votam porque é amigo querido, independente de caráter e valor. O outro é daqueles que são subjugadas pela satisfação de necessidades vitais, como as diversas “bolsas” que melhor se entenderia se as denominássemos cabresto.

Fica longe o discernimento, a capacidade de pensar, analisar, comparar para depois agir, são faculdades das quais toda pessoa é dotada e não pode prescindir de fazer uso delas em todos os momentos de sua vida, mas não faz.

Não somos um país capenga por falta de riquezas, de tudo que de melhor há no planeta, para constituir a grandeza de um povo. Somos capengas porque não pensamos, porque esquecemos que tal qual fez com aqueles a quem entregou moedas para que as administrassem e pediu contas, o Senhor da Vida e da História o mesmo fará conosco um dia.

Dai porque: urge e passa da hora, sermos bons administradores da multiforme graça de Deus (1 Pedro 4,10). 

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