buscar
por

Venezuelanos recebem ajuda da Igreja, entidades da sociedade civil e de pessoas de boa vontade

Milhares de venezuelanos que chegam a Roraima, fugindo da crise econômica, política e institucional de seu país, tem encontrado apoio em ações solidárias da Igreja, de entidades da sociedade civil e de pessoas de boa vontade, que se unem para oferecer aos migrantes abrigo, alimentação e assistência

Para o  bispo de Roraima, Dom Mário Antônio da Silva, a situação atual dos venezuelanos que estão em Pacaraima (RR) e Boa Vista (RR), abrigados em ginásios, em quitinetes alugadas ou em situação de rua, é de extrema precariedade e toda ajuda é bem vinda.

“Talvez o desafio mais urgente é a condição de oferecer alimentos às famílias que nos procuram em busca de ajuda. Temos uma demanda diária e não conseguimos atender, visto que dependemos de doações e projetos, que não suprem as necessidades”, afirma.

Na última semana, durante a reunião do Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), o presidente do regional Norte 1 da entidade falou aos bispos e solicitou apoio de toda a Igreja no Brasil para continuar implementando as ações que já ocorrem em paróquias e também por iniciativa do Centro de Migrações e Direitos Humanos da diocese.

A Comissão Episcopal Pastoral Especial para o Enfrentamento ao Tráfico Humano (CEPEETH) da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) está realizando,  desde o dia 28, em Pacaraima e Boa Vista, a “Missão Fronteira Venezuela” e permanece até 4 de março de 2018. O objetivo é conhecer in locu a situação que envolve a imigração na fronteira entre o Brasil e a Venezuela, em especial verificar a ocorrência do tráfico humano e elaborar um documento de análise e proposição acerca das contribuições que a Igreja pode oferecer, em termos de incidência, assistência e denúncia.

Para a colaboradora da CEPEETH, irmã Rosita Milesi, “a visita da Comissão visa reunir informações e levar uma percepção mais clara que se passa aqui, dos grandes desafios que há, os grandes problemas que os imigrantes enfrentam. As explorações a que são submetidos e como depois apresentar e debater a implementação de ações para fortalecer a ação da Igreja e a presença da CNBB aqui apoiando tanto a Igreja local como outas iniciativas contribuem para dar uma resposta de carinho de acolhida a esses migrantes, combatendo a xenofobia, a discriminação e até as medidas governamentais que são restritivas para que essas pessoas tenham uma acolhida minimamente digna.

Nossa visita quer sobretudo olhar o tema do trafico humano e como conseguir informações mais precisa para dar visibilidade e essa problemática”, conta a religiosa. “Os migrantes não são perigosos, mas estão em perigo”, papa Francisco.

Atualmente, em Roraima, estima-se a presença de cerca de 50.000 venezuelanos, e segundo a Polícia Federal chegam por dia ao Brasil cerca de 1200 pessoas, 80% são venezuelanos.

Com informações do Portal da CNBB

COMENTÁRIOS